terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Moradas da casa do pai


AS MORADAS DA CASA DO PAI

                ‘“Jesus não podia de um só golpe destruir inveteradas crenças, faltando aos homens conhecimentos necessários para conceber a infinidade de espaço e o número infinito dos mundos. “ (Allan Kardec, O Céu e o Inferno, 1º Parte, Cap. IV, pág. 43).

                “A humanidade não se limita à Terra; habita inúmeros mundos que no Espaço circulam; já habitou os desaparecidos, e habitará os que se formarem. Tendo-a criado de toda a eternidade, Deus jamais cessa de criá-la. Muito antes que a Terra existisse e por mais remota que a suponhamos, outros mundos havia, nos quais Espíritos encarnados percorreram as mesmas fases que ora percorrem os de mais recente formação, atingindo seu fim antes mesmo que houvéssemos saído das mãos do Criador.De toda a eternidade tem havido,  pois,  puros Espíritos ou anjos; mas, como a sua existência humana se passou num infinito passado, eis que o supomos como se tivessem sido sempre anjos de todos os tempos.Realiza-se assim a grande lei de unidade da criação; Deus nunca esteve inativo e sempre teve puros Espíritos, experimentados e esclarecidos, para transmissão de suas ordens e direção do Universo, desde o governo dos mundos até os mais ínfimos detalhes. Tampouco teve Deus necessidade de criar seres privilegiados, isentos de obrigações; todos antigos povos, adquiriam suas posições de luta e por mérito próprio; todos,  enfim, são filhos de suas obras.E, desse modo, completa-se com igualdade a soberana justiça do Criador.”( Allan Kardec, O Céu e o Inferno, 1ª Parte, Cap. VIII, Itens: 12 a 15, págs.112 a 114.) 



                Haveria alusões à vida em outros planetas , na Bíblia?

JOÃO CAP. 10 V.16
Tenho também outras ovelhas que não são deste aprisco; e importa que Eu as traga e elas ouvirão a minha voz e haverá um rebanho e um Pastor.

JOÃO CAP. 14 V2
Na casa do meu Pai há muitas moradas, se assim não fora, Eu vô-lo teria dito; vou preparar-vos o lugar.

                Para muitos a descrição do profeta Ezequiel é um contato direto com um Ovni e seus tripulantes. Observemos que o profeta Ezequiel, observa uma brusca mudança de ambiente (um vento impetuoso)  ocorrida pela proximidade aparentemente de um Ovni, a seguir avista a(s) nave(s) ainda totalmente iluminada(s) (uma espessa  nuvem com um feixe de fogo resplandecente). Identifica a forma discoidal do(s) objeto(s) (O aspecto e a estrutura dessas rodas eram os de uma gema de Társis). Verifica o domínio dos movimentos. (Podiam deslocar-se em quatro direções , sem retornar os seus movimentos). Ao aproximar-se ainda mais da(s) nave(s) ou ela(s) dele, percebe mais claramente seus  detalhes, os aros superpostos que compõe sua aerodinâmica  e suas escotilhas reluzentes em toda a sua circunferência e suas gigantescas dimensões. (Todas as quatro se assemelhavam, e pareciam construídas uma dentro da outra; Seus aros eram de uma altura assombrosa , guarnecidos de olhos em toda circunferência) Identifica também a parte superior da cabine de comando inclusive o assento que possivelmente seria do comandante.(Pairando acima desses seres, havia algo que se assemelhava a uma abóbada, límpida como um cristal, estendida sobre suas cabeças) Observa até mesmo seus tripulantes que pareciam utilizar-se de roupas especiais.(tinham todos eles figuras humana... e cintilavam como bronze polido). Além disso pareciam utilizar-se de algum tipo de capacitor ou energia especial.(No meio desses seres, divisava-se algo parecido com brasas incandescentes , como tochas que circulavam entre eles ; e desse fogo que projetavam luz deslumbrante, saíam relâmpagos).

                Vejamos a passagem na íntegra:

EZEQUIEL CAP.1, VS.4 a 28
“Tive então uma visão:soprava do lado norte um vento impetuoso., uma espessa nuvem com um feixe de fogo resplandecente e, no centro saído do meio do fogo, algo que possuía um brilho vermelho. Distinguia-se no centro a imagem de quatro seres que aparentavam possuir forma humana. Cada um tinha quatro faces, e quatro asas. Suas pernas eram direitas, e as plantas de seus pés se assemelhavam a do touro, e cintilavam como bronze polido. De seus quatro lados, mãos humanas saiam por debaixo de suas asas. Todos os quatros possuíam rostos e asas . Suas asas tocavam uma na outra. Quando se locomoviam, não se voltavam: cada um andava para frente . Quanto aos aspectos seus rostos , tinham todos eles figuras humana, todos os quatro, uma face de leão pela direita, todos os quatros uma face de touro pela esquerda, e todos os quatros uma face de águia . Eis o que havia no tocante a suas faces. Suas asas estendiam-se para o alto; cada qual tinha duas asas que tocavam às dos outros, e duas que lhe cobriam o corpo. Cada qual caminhava para frente: Iam para o lado aonde os impelia o Espírito; não se voltavam quando iam andando. No meio desses seres, divisava-se algo parecido com brasas incandescentes , como tochas que circulavam entre eles ; e desse fogo que projetavam luz deslumbrante, saíam relâmpagos. Os seres ziguezagueavam como o raio.Ora, enquanto contemplava esses seres vivos , divisei uma roda sobre a terra ao lado de cada um dos quatro.O aspecto e a estrutura dessas rodas eram os de uma gema de Társis . Todas as quatro se assemelhavam, e pareciam construídas uma dentro da outra .Podiam deslocar-se em quatro direções, sem retornar os seus movimentos . Seus aros eram de uma altura assombrosa , guarnecidos de olhos em toda circunferência. Quando os seres vivos se deslocavam ou se erguiam da terra , locomoviam-se as rodas e se elevavam com eles . Para onde os impulsionavam o Espírito iam eles, e as rodas com eles se erguiam da terra, as rodas do mesmo modo se suspendiam, pois o Espírito desses seres vivos estava também nas rodas. Pairando acima desses seres, havia algo que se assemelhava a uma abóbada, límpida como um cristal, estendida sobre suas cabeças. Sob essa abóbada, alongavam-se as suas asas até se tocarem, tendo cada asa um (sempre) duas lhe cobriam o corpo. Eu escutava, quando eles caminhavam, o ruído das asas, semelhante ao barulho das grandes asas, à voz do Onipotente, um vozerio igual a um campo de batalha. Quando paravam , abaixavam as asas , e fazia-se um ruído em cima da abóbada que ficava sobre as cabeças. Acima dessa abóbada havia uma espécie de trono, semelhante a uma pedra de safira; e bem no alto dessa espécie de trono , uma silhueta humana. Vi que ela possuía um fulgor vermelho, como se houvesse sido banhado no fogo, desde o que parecia ser a sua cintura, para cima ; enquanto que, para baixo, vi um como fogo que esparzia clarões por todos os lados. Como o arco-íris que aparece nas nuvens em dias de chuva, assim era o resplendor que a envolvia. Era esta visão a imagem do glória do Senhor.”

                O mais interessante é, que nesse relato, Ezequiel descreve a subida do Ovni, o seu movimento de rotação em volta do seu próprio eixo, e a clássica parada do objeto sobre a montanha, tão comum nas descrições dessas naves.

EZEQUIEL CAP.11,V.22
“Nesse momento, os querubins desdobraram suas asas, e as rodas se puseram em movimento com eles, enquanto a glória do Deus de Israel sobre eles repousava. A glória do Senhor, elevando-se então no interior da cidade, foi parar  sobre a montanha que está no lado oriental da cidade.”

Evolução Espiritual


A EVOLUÇÃO ESPIRITUAL

                “Que significa a evolução se os seres inferiores não envolvem para as espécies superiores? Onde a eficiência dessa lei eterna e incoercível se os seres devem permanecer eternamente chumbados ao estado e às condições em que conhecemos no momento atual?
                Não temos, acaso, para refutar aquela hipótese, o fato inconteste das profundas modificações verificadas entre os animais de hoje em comparação com os do passado? O mesmo gênero humano não escapa a estas alterações. Os homens, como os animais da atualidade, divergem dos homens e dos animais de outrora. Destes últimos, várias espécies desapareceram do teatro terreno, existindo apenas exemplares nos museus. Outras variedades há que existiram em épocas remotas e só lograram chegar ao nosso conhecimento através de vestígios fósseis.A criação é uma cadeia infinita cujos elos se entrelaçam num movimento ascensional constante. Não podemos, naturalmente, ver e palpar esse entrelaçamento gradual e progressivo dos seres, porque o orbe em que habitamos não passa de uma nesga ou fração diminuta do Universo.Os elos da infinita cadeia se comungam no incomensurável cenário da vida universal. Podemos imaginar  esse  fenômeno, podemos  concebê-lo, a  mercê da nossa inteligência e de nosso raciocínio, mas não nos é dado comprová-lo neste mísero recanto que ora nos hospeda.A escada que Jacob viu em sonhos, quando em caminho da Mesopotâmia, é a imagem fiel da evolução. Por essa escada, cujas extremidades se apoiavam, respectivamente, uma na Terra, outra no Céu, subiam e desciam os Espíritos. A escada com seu múltiplos degraus alegoriza claramente várias etapas do progresso que os Espíritos vão galgando na conquista aurifulgente de seus destinos.A Terra não está insulada no céu. Tudo, na criação, é solidário, como solidárias são as células de nosso corpo.Mundos e sóis,  planetas e astros, anjos e homens, animais e plantas __ todas as modalidades de vida, da mais simples e rudimentar à mais elevada,  sobe a escada maravilhosa da evolução como hino triunfal que a Natureza entoa à sabedoria infinita e ao amor incomparável de Deus.O grande naturalista Darwin, conquanto se mantivesse exclusivamente no terreno da Biologia, averiguou a veracidade da evolução através das variadas espécies animais anatômicamente estudadas. Gabriel Delanne, o pensador profundo, o espiritualista consumado, em sua obra majestosa __ Evolução Anímica __ firma, com dados positivos, o conceito, hoje indiscutível, do progresso de todos os seres uma empolgante peregrinação pela senda intérmina do aperfeiçoamento. Wesley,  protestante, fundador da igreja metodista, era partidário da evolução. Raciocinando, certa vez,  sobre a sorte dos animais, teve este pensamento, próprio de uma alma cristã, de um coração amável e justo: “Meu Deus! certamente tens concedido aos animais a faculdade de melhorar. Creio que eles não permanecerão no estado de inferioridade em que hoje os conhecemos. A evolução é um fato que se impõe, e que em tudo se verifica. No campo do subjetivo ele se ostenta também em demonstrações e testemunhos irretorquíveis. A impressa de Gutemberg evoluiu para as Marinoni, essas máquinas admiráveis, verdadeiros prodígios da mecânica moderna. Os barcos de Fulton evolveram, a seu turno,  para essas naus possantes, para os transatlânticos que são cidades flutuantes unindo os continentes. A idéia de Gutemberg e a de Fulton, para citar apenas dois exemplos, emigraram de cérebro em cérebro, de geração  em  geração,  subindo,  ascendendo  aos  altos  páramos  do  aperfeiçoamento. E, certamente, não se cristalizarão aí. O futuro, em todos os tempos, sempre trouxe em seu bojo surpresas maravilhosas.
                Creio na evolução porque creio na justiça. Creio na justiça porque creio em Deus!” (Vinícius, Em Torno do Mestre, págs.75 a 77).

                “__ Como compreender a afirmativa de Jesus aos judeus:  “Sois Deuses”?
                __ Em todo homem repousa a partícula da divindade do Criador, com a qual o pode a criatura terrestre participar dos poderes sagrados da Criação.O Espírito encarnado ainda não ponderou devidamente o conjunto de possibilidades divinas guardadas em suas mãos, dons sagrados tantas vezes convertidos em elementos de ruína e destruição.Entretanto, os poucos que sabem crescer na sua divindade, pela exemplificação e pelo ensinamento, são cognominados na Terra santos e heróis, por afirmarem a sua condição espiritual, sendo justo que todas as criaturas procurem alcançar esses valores, desenvolvendo para o bem e para a luz da natureza divina.” ( Emmanuel, O Consolador, Questão 302).





                As passagens abaixo, nos convidam a nos esforçarmos para chegarmos a perfeição “relativa”, a santidade e o conhecimento de Cristo, asseverando que a evolução espiritual é uma conquista individual, conquistada através do trabalho no bem, no esforço e na renuncia.

LEVÍTICO CAP. 11, V.44
Pois eu sou o Senhor, vosso Deus. Vós vos santificareis e sereis santos,  porque eu sou santo.

SALMO CAP.81,V.6
Eu disse: “Sois deuses, Sois todos filhos do Altíssimo!”

JOÃO CAP. 10,V.34
Replicou-lhes Jesus: “Não está escrito na vossa lei.” Eu disse: “Vós sois deuses !”

ROMANOS CAP. 12,V.2
Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.

I CORÍNTIOS CAP. 1,V.2
...à Igreja de Deus, que está em  Corinto, aos fiéis santificados em Jesus Cristo, chamados à santidade, juntamente com todos os que, em qualquer lugar que estejam, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso;

II CORÍNTIOS CAP. 13,V.11
Por fim, irmãos, vivei com alegria. Tendei a perfeição, animai-vos, tende um só coração, vivei em paz, e o Deus de amor e paz estará convosco.

EFÉSIOS CAP. 1,V.3
Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a benção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.

EFÉSIOS CAP. 4,VS.11 a 13
A uns ele constituiu apóstolos; a outros profetas; a outros evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos,  para o desempenho da tarefa que visa a construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo.

FILIPENSES CAP. 3 VS. 10 a 16
Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da ressurreição,  pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na morte, com esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos. Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei a conquistá-la, uma vez que eu fui conquistado por Jesus Cristo.Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta pela frente,  persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual  Deus nos chama,  em Jesus Cristo. Nós,  mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se tens outro sentir sobre isto Deus vos há de esclarecer. Contudo,  seja qual for o grau a que chegamos,  o que importa é prosseguir decididamente.


HEBREUS CAP.5,VS. 11 e 12
Teríamos muita coisa a dizer sobre isso, e coisas bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender... A julgar pelo tempo,  já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos das palavra de Deus; e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento sólido! Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas, o alimento sólido é para os adultos,  para aqueles que a experiência já  exercitou na distinção do bem e do mal.

HEBREUS CAP.12 , VS. 22 e 23
Vós, ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade de Deus vivo, de Jerusalém celestial, das miríades de anjos, da assembléia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição.

II PEDRO CAP. 3, VS. 8 e 9
Mas há uma coisa, caríssimos, de que não deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa de paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam.


AS IMPERFEIÇÕES

                “Deus sabe que todos nós, encarnados e desencarnados em serviço na Terra, somos ainda Espíritos imperfeitos, mas concedeu-nos o trabalho do bem, que podemos desenvolver e sublimar, segundo a nossa vontade, para que a nossa vida se aperfeiçoe.” (Emmanuel, Seara dos Médiuns, pág. 86).

COLOSSENSES CAP.3,VS.8 e 9
Agora,  porém deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios.


A EVOLUÇÃO ESPIRITUAL DE JESUS

                “Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos Pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.A primeira, verificou-se quando o orbe solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródomos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decida  a  vinda  do  Senhor à  face  da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu evangelho de amor e redenção.”(A Caminho da Luz, Emmanuel,págs. 17 e 18).

JOÃO CAP.7,V. 34
“...Buscar-me-eis sem me achar;  nem podereis ir para onde estou.”


A HIERARQUIA ESPIRITUAL

FILIPENSES CAP.2,VS. 5 e 6
Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não prevaleceu de sua igualdade com Deus.

                “Da existência de diferentes ordens de Espíritos, resulta para estes alguma hierarquia de poderes? Há entre eles subordinação e autoridade ?”
“Muito grande. Os espíritos têm uns sobre os outros a autoridade correspondente ao grau de superioridade que hajam alcançado, autoridade que eles exercem por um ascendente moral irresistível.”( Allan Kardec, Livro do Espíritos, Questão 274).

                Isto posto,  encontramos em nosso estudo várias passagens nas escrituras que fazem alusão a este tipo de hierarquia, que na realidade servem-nos de referencial para entendermos que a evolução é constante, mola mestra que nos impulsiona para degraus maiores da evolução cósmica. Na qual Cristo nos espera pacientemente desde a criação do mundo.
                Contudo a igreja e seus teólogos dogmáticos quiseram entender que Deus teria privilegiados seres criando-os à parte de todo o processo natural do universo que é a lei da evolução, através do esforço e do conhecimento o ser conquista novos horizontes, que lhe permitirão o entendimento necessário das diretrizes maiores, que aguardam a sua co-autoria nas obras do criador excelso da vida.



HIERARQUIA   DOS   TEÓLOGOS

1
SERAFINS
2
QUERUBINS
3
TRONOS
4
DOMINAÇÕES
5
VIRTUDES
6
POTÊNCIAS
7
PRINCIPADOS
8
ARCANJOS
9
ANJOS DA GUARDA
Fonte: O Céu e o Inferno, 1 º Parte,Cap.VIII, pág.106.

GÊNESIS CAP. 3,V.24
E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden Querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida.

ISAÍAS CAP.6,V.2
Os serafins se mantinham junto dele. Cada um deles tinha seis asas, com um par (de asas) velavam a face, com outro cobriam os pés e, com o terceiro, voavam.

EZEQUIEL CAP. 10,V. 1  e 2
Olhei. Na abóbada estendida acima da cabeça dos querubins, havia uma como pedra de safira, uma espécie de trono, que aparecia sobre eles .(O Senhor) disse então ao homem vestido de linho: “Passa no meio das rodas, debaixo do querubim; enche a mão de carvões ardentes que tomarás entre os querubins, e espalha essas brasas sobre a cidade.”

MATEUS CAP. 8, VS. 9 e 10
“Pois eu também sou um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: Vai, e ele vai; a outro: Vem , e ele vem; e a meu servo: Faze isto, e ele faz...” Ouvindo isto, cheio de admiração, disse Jesus aos presentes: “Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel.”
EFÉSIOS CAP.3,V.10
Assim de ora em diante, as dominações e as potestades celestes podem conhecer, pela Igreja, a infinita diversidade da sabedoria divina.

EFÉSIOS CAP. 1,VS.20 e 21
Ele manifestou na pessoa de Cristo ressuscitando-o dos mortos, e fazendo-o sentar à direita no céu, acima de todo o principado, potestade, virtude,  dominação, e de todo nome que possa haver neste mundo como no futuro.

COLOSSENSES CAP. 1,V.16
Nele foram criadas  todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas invisíveis. Tronos, Dominações, Principados,  Potestades: tudo foi criado por ele e para ele.

COLOSSENSES CAP. 2, VS.9 a 11,15
Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Tendes tudo plenamente nele,  que é a cabeça de todo Principado e Potestade.

TESSALONICENSES CAP.4,V.16
Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo surgirão primeiro.

HEBREUS CAP.12,V.22
Vós,  ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, da miríades de anjos, da assembléia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram a perfeição.

I PEDRO CAP.3,V.22
Esse Jesus Cristo,  tendo subido ao céu, está assentado à direita de Deus, depois de ter recebido a submissão dos anjos, dos principados e das potestades.

Ignorância Espiritual nos tempos bíblicos


A  IGNORÂNCIA  ESPIRITUAL

                A ignorância espiritual se traduz mais especificamente pelo não entendimento do funcionamento do mecanismo das leis que regem o Universo, segundo a nossa compreensão, que é sempre observada do patamar evolutivo a que nos encontramos. Sendo assim, essa percepção das verdades eternas resumem-se em três conceitos básicos a saber: a Reencarnação, a Imortalidade do Espírito, a Influência e  Intercâmbio do Mundo Espiritual  no Mundo Material e vice versa.
                Sem este entendimento ficaremos sem compreender os problemas que  afligem o homem na face da Terra, e a postura que deveremos adotar  para superá-los ou mesmo minimizá-los. Somos sabedores que estas verdades são melhores entendidas com o amadurecimento do Espírito ao longo do rosário de encarnações que permite assim que certos conceitos equivocados se dissipem, projetando uma luz que aclara e direciona as idéias, destruindo os dogmas do pretérito, e impulsionando ao ser a visão cósmica universal, que é a responsabilidade individual, como também a co-autoria  e  co-criação nas obras divinas.O homem já não é mais um ser  somente a espera das dádivas do céu, ele trabalha,  participa, colabora com a parcela que lhe cabe para a transformação do mundo e das coisas que nele existem.



Dissipa o véu da ignorância e sobretudo desenvolve o conhecimento de si mesmo, promulgando a mudança interior permitindo ao espírito alçar vôos cada vez maiores e mais seguros com as asas da caridade e do amor ao próximo na sua peregrinação para atingir a sua evolução espiritual, seguindo algumas vezes o nosso próprio roteiro quando nos fizemos capacitados, mas sempre dirigidos pelo Criador ao qual chamamos Deus...



JOÃO CAP.3.V.12
Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes,  como crereis,  se vos falar das celestiais?

JOÃO CAP. 16,VS.12 e 25
“Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora.”Disse-vos estas coisas em termos figurados e obscuros. Vem a hora em que já não vos falarei por meio de comparações e parábolas, mas vos falarei abertamente a respeito do Pai.

LUCAS CAP.8,V.17
Porque não há coisa oculta,  que não acabe por se manifestar,  nem secreta que não venha a ser descoberta.

I CORÍNTIOS CAP.3,V.1
A vós,  irmãos,  não vos pude falar como a homens espirituais,  mas como carnais, como as criancinhas em Cristo.

I CORÍNTIOS  CAP.14,V.20
Irmãos, não sejais crianças quanto ao modo de julgar: na  malícia, sim, sede crianças; mas quanto ao julgamento, sedes homens.

II CORÍNTIOS CAP. 3,V.6
Ele  é  que  nos  fez  aptos  para ser ministros da nova aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.

I TESSALONICENSES CAP.5,V.21
Examinai tudo: abraçai o que é bom. Guardai-vos de toda a espécie do mal.

HEBREUS CAP.5,VS. 11 e 14
Teríamos muita coisa a dizer sobre isso, e coisas bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender ... A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres ! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus; e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento sólido! Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas, o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal.

HEBREUS CAP.11,V.1
A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê.

II PEDRO CAP.3,VS. 14 a 16
Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz. Reconhecei que a longa paciência de Nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom da sabedoria que lhe foi dado. É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou poucos fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras.

Catalepsia e ressurreição na Bíblia



CATALEPSIA E RESSURREIÇÕES NA BÍBLIA

                “Em certos estágios patológicos, quando um Espírito há deixado o corpo e o perispírito só por alguns pontos se lhe acha aderido, apresenta ele, o corpo, todas as aparências da morte e enuncia-se uma verdade absoluta, dizendo que a vida aí esta por um fio. Semelhante estado pode durar mais ou menos tempo; podem mesmo algumas partes do corpo entrar em decomposição, sem que, no entanto, a vida se ache definitivamente extinta. Enquanto não se haja rompido o último foi, pode o Espírito, quer seja por ação enérgica, da sua própria vontade, quer por um influxo fluídico estranho, igualmente forte, ser chamado a volver ao corpo. É como se explicam certos fatos de prolongamento da vida contra todas as probabilidades e algumas supostas ressurreições. É a planta renascer, como às vezes se dá, de uma só fibrila da raiz. Quando, porém, as últimas moléculas do corpo fluídico se têm destacado do corpo carnal, ou quando este último há chegado a um estado irreparável de degradação, impossível se torna todo regresso à vida.” (Hermínio C. Miranda, Cristianismo: a mensagem esquecida, pág. 129 e 130.).






II SAMUEL CAP.14,V.14
Quando morremos, somos como a água que não mais se pode recolher, uma vez derramada na terra. Deus não faz voltar uma alma.

SABEDORIA CAP 16 VS 13 e14
Porque vós sois Senhor da vida e da morte. Vós conduzis as portas do Hades e de lá tirais; enquanto o homem, se pode matar por sua maldade, não pode fazer voltar o espírito uma vez saído, nem chamar de volta a alma que o Hades já recebeu.

MARCOS CAP.5,V.38 e 39
Ao chegar à casa do chefe da sinagoga, viu o alvoroço, e os que estavam chorando e fazendo grandes lamentações. Ele entrou e disse-lhes:  “Por que todo esse barulho e esses choros? A menina não morreu, ela está dormindo.”

JOÃO CAP.11,V.11
Depois destas palavras ele acrescentou: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo.”

ATOS DOS APÓSTOLOS CAP.20,V.9 e 10
Aconteceu que um moço,  chamado Êutico,  que estava sentado numa janela,  foi tomado de profundo sono, enquanto Paulo ia prolongando seu discurso. Vencido caiu do terceiro andar abaixo, e foi levantado morto. Paulo desceu, debruçou-se sobre ele, tomou-os nos braços e disse: “Não vos perturbeis, porque sua alma está nele.”


OS RESSUSCITADOS NO VELHO TESTAMENTO

                A exemplo de Lázaro, muito antes da vinda de Cristo, a Bíblia encerra dois casos de ressucitamento. Um com o profeta Elias o outro com Eliseu, vejamos:
               
I REIS CAP.17, VS.19 a 24
“ Dá-me o teu filho ”, respondeu Elias, Ele tomou-o nos braços de sua mãe e levou-o ao quarto de cima da onde dormia e deitou-o em seu leito. Em seguida orou ao Senhor, dizendo Senhor, meu Deus, até uma viúva, que me hospeda, quereis afligir, matando-lhe o filho? Estendeu-se em seguida sobre o menino por três vezes  invocando de novo o Senhor:  Senhor meu Deus, rogo-vos que a alma deste menino volte a ele.”  O Senhor  ouviu a oração de Elias; a alma do menino voltou a ele, e ele recuperou a vida. Elias tomou o menino, desceu do quarto superior ao interior da casa e entregou-o a mãe dizendo: “Vê: teu filho vive.”A mulher exclamou: “Agora vejo que és um homem de Deus e que a palavra de Deus está verdadeiramente em teus lábios.”

II REIS CAP.4,VS. 32 a 36
Eliseu entrou na casa, onde estava o menino morto em cima da cama. Entrou, fechou a porta atrás de si e do morto, e orou ao Senhor. Depois, subiu à cama, deitou-se em cima do menino, colocou seus olhos sobre os olhos dele, e enquanto estava assim estendido, o corpo do menino aqueceu-se. Eliseu levantou-se, deu algumas voltas pelo quarto, tornou a subir e estendeu-se sobre o menino;  este espirou sete vezes e abriu os olhos. Eliseu chamou Giezi e disse-lhe: “Chama a sunamita”; o que ele fez. Ela entrou e Eliseu disse-lhe: “Toma o teu filho.”

II REIS CAP.13, VS. 20 e 21
Eliseu morreu e foi sepultado.Guerrilheiros moabitas faziam cada ano incursões na terra. Ora, aconteceu que um grupo de pessoas, estando a enterrar um homem, viu uma turma desses guerrilheiros e jogou o cadáver no túmulo de Eliseu. O morto, ao tocar no túmulo de Eliseu, voltou à vida, e pôs-se de pé.

                “Os episódios invocados neste ponto não se referem a casos semelhantes ao de Jesus, que ressurgiu no seu segundo corpo, o espiritual. Os livros do Reis narram duas situações em que as crianças haviam sido dadas como mortas, mas, como ocorreu ao próprio Paulo, em Atos 20, com Êutico, a alma ou espírito, com seu respectivo corpo imaterial, ainda não se havia desligado completamente do corpo físico, sendo possível fazê-la retornar, restabelecendo-lhe a vida orgânica. Essa é uma ressurreição autêntica, apoiada no conteúdo semântico do termo, como retorno do Espírito ao corpo físico. No primeiro episódio (I Reis), Elias ora pelo morto, procedendo da seguinte maneira:
                __ Estendeu-se por três vezes sobre o menino e invocou Javé: “Javé, meu Deus, eu te peço, faze voltar a ele a alma do menino”.
                O contato físico entre o profeta e o cadáver __ em Reis Eliseu procede da mesma maneira em caso semelhante _ destina-se a fazer uma transfusão de energia, de modo que a alma, já parcialmente desligada do corpo físico, volte a encontrar neste mínimo de recurso energético que lhe permita reassumir o controle dele. Foi o que aconteceu em ambos os casos _ os corpos reviveram, literalmente por ressurreição, ou seja, devolução da vida ao corpo físico, que se levantou e retomou suas funções normais. “As carnes do menino se aqueceram _ diz-se em II Reis _ e ele acabou espirrando ( talvez respirando seria melhor) e abriu os olhos”. Aliás, Eliseu parece fazer uma respiração boca-a-boca.”

                “Não dispomos de boas razões para recusar sumariamente a autenticidade dos episódios, mesmo porque tais casos são muito mais comuns do que parecem a primeira vista. Demonstra-se isto hoje com a boa safra de livros que relatam experiências confiáveis do ponto de vista pessoal e do ponto de vista da observação médica ou uma combinação de ambos. Um deles passou por uma crise de morte clínica, retomou o corpo e , depois,  como médico,  relatou a experiência.Aliás, a medicina desenvolveu boas técnicas de ressurreição. Ressurreição mesmo, na realidade semântica do termo e por isso tais relatos começam a surgir com maior freqüência.Há portanto, situações em que se dá a ressurreição, isto é, a volta da alma ou espírito para o corpo físico depois de considerada a pessoa clinicamente morta. Episódios destes não acarretam problema algum de fé; apenas o de credibilidade dos seus relatores e testemunhas. Se estamos razoavelmente convictos de que são fatos reais, que necessidade temos de fé para aceitá-los?Da mesma forma, se nos conversemos de que existe um corpo espiritual que sobrevive à desintegração do corpo físico, o problema escapa ao domínio da fé para situar-se no terreno livre da lógica, da racionalidade, onde aceitamos ou rejeitamos as coisas pelo que elas são.Atenção, porém, isso não quer dizer que a fé seja desnecessária ou que esteja superado o seu conceito: quer  dizer, ao  contrário,  que  a  fé  não  exclui  a razão e nem a razão destrói a fé, que esta só será legítima quando os princípios formulados por ela forem racionais.A fé no absurdo é uma incongruência, é mera fantasia, quando não alienação.(Hermínio C. Miranda, Cristianismo: a mensagem esquecida, pág. 129 e 130.).

O inferno existe ?



O INFERNO  EXISTE?

                “Os antigos judeus chamavam as regiões de sofrimento de Sheol. Na septuaginta, o Sheol foi traduzido por Hades que, na Teologia grega, era também região subterrânea povoada das almas dos mortos. Na Vulgata Latina, Hades foi traduzido por Infernus, um substantivo derivado do adjetivo Infernus, significado que está em baixo, de região inferior, ou ainda de local subterrâneo.
       O emérito dr. Canuto Abreu, em sua obra “Iniciação Espírita”, escreveu: “A Teologia cristã afirma que, descendo aos Infernos, Jesus levou consigo os Espíritos de Abraão e de todos os patriarcas e heróis que faleceram antes dele, os quais aguardavam o Messias Redentor nos planos inferiores e só com ele puderam dali sair.”
         Afirmou Allan Kardec, no livro “O Céu e o Inferno”, que o Inferno cristão foi copiado do Inferno pagão, acrescentando: “O inferno dos pagãos continha, de um lado os Campos Elísios e, de outro, o Tártaro. (Um era lugar de gozo, e outro de sofrimento); o Olimpo, morada dos deuses, dos homens divinizados, ficava nas regiões superiores. Segundo a letra do Evangelho, Jesus desceu aos Infernos, isto é, aos lugares baixos para deles tirar as almas dos justos que aguardavam a sua vinda. Os infernos não eram, portanto, um lugar unicamente de suplício; estavam tal como os pagãos acreditavam nos lugares baixos. A morada dos anjos, como o  Olimpo, era nos lugares elevados. Esta mistura de idéias cristãs e pagãs nada tem de surpreendente.”(Casos Controvertidos do Evangelho-Paulo Alves Godoy, pags.91 e 92).



               
                “A palavra eterno, que tão freqüentes vezes se encontra nas Escrituras, parece não dever ser tomada ao pé da letra, mas como uma dessas expressões enfáticas, hiperbólicas, familiares aos orientais. É um erro esquecer que tudo são símbolos e imagens em seus escritos. Quantas promessas, pretensamente eternas, feitas ao povo hebreu ou aos seus chefes, não tiveram realização! Onde está a terra dos israelitas deviam possuir eternamente. Onde essas pedras do Jordão, que Deus anunciava deverem ser, para o seu povo, um monumento eterno (JOSUÉ, CAP.7,V.7), Onde essa descendência de Salomão, que devia reinar eternamente em Israel (CRÔNICAS, CAP. 22, V.10), e tantas outras idênticas promessas? Em todos esses casos, a palavra eterno parece simplesmente significar: uma longa duração. O termo hebraico ôlam, traduzido por eterno, tem como raiz o verbo alâm, ocultar. Exprime um período cujo fim se desconhece. O mesmo acontece à palavra grega aion e à latina aeternitas. Tem esta como raiz aetas, idade Eternidade, no sentido em que entendemos hoje, di-se-ia em grego adios e em latin sempternus, de semper, sempre. As penas eternas siginificam então: sem duração limitada. Para quem não lhes vê o termo, são eternas. As mesmas formas de linguagem eram empregadas pelos poetas latinos. Horácio, Virgílio, Estácio e outros. Todos os monumentos imperiais de que falam devem ser, diziam eles, de eterna duração.”(Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, pág. 91, Ed. Feb.)

EFÉSIOS, CAP. 4, V. 9
Ora, isto ele subiu que é senão que também tenha descido às partes mais baixas da Terra?

                Paulo de Tarso, em sua carta aos Efésios,asim como outros autores na Bíblia, traduzem um pensamento natural da sua época ,na qual delimita um espaço limitado para uma região inferior, o qual seria nas profundezas da Terra. Isso,  por naturalmente conhecerem a natureza dos vulcões emanando por ocasião das erupções espetaculares as larvas incandescentes, adotou assim um lugar para que fossem recambiados os espíritos rebeldes naquela conjuntura.


                Jesus fez diversas citações a um lugar denominado “GEENA” que na realidade era um sítio existente nas cercanias da cidade de Jerusalém aonde se atiravam detritos de toda a sorte, bem como carcaças de animais mortos. Jesus enfatizava que ao desencarnar os transgressores da s leis divinas iriam diretamente para o “GEENA” aonde o fogo era constante os verme jamais deixa corroer, alusão aos inúmeros cadáveres que ali jaziam em estado de decomposição. Mas o fogo que Jesus se referia era naturalmente os dramas de consciência agravados pelos remorssos,e estes por sua vez, não são de maneira nenhuma eternos, pois na realidade, nós humanos e imperfeitos que somos não temos a condição de aquilatar o que seja eternidade. A visão espírita é clara, quanto ao inferno, entendendo assim que realmente existem na espiritualidade lugares de enormes sofrimentos, nos quais os espíritos se depuram e saldam os seus dedítos perante sua consciê6encia. Mas todavia esses lugares de nenhuma maneira são eternos, cadendo aos espíritos sempre uma nova chance através das portas da reencarnação. A Bíblia por ser um livro universal e transcendental, aborda o tema e estes lugares aonde o sofrimento se faz necessário para a evolução do espírito. Vejamos:  

TOBIAS CAP.13,V.2
Porque vós provais e, em seguida salvais, Conduzis a profundos abismos e deles tirais, E não há quem possa escapar da vossa mão.

SALMOS, CAP. 15,V. 9
Porque vós não abandonareis minha alma na manção dos mortos

SALMO CAP. 54,V.16
Que a morte os colha de improviso,Que eles desçam vivos a mansão dos mortos,Porque entre eles,  em suas moradas,  só há perversidade

SALMOS, CAP.85,V.13
Porque vossa misericórdia foi grande para  comigo, arrancastes minha alma das profundeza das regiões dos mortos  

SABEDORIA, CAP.11, V. 26
Mas poupai todos os seres, porque todos são vossos, ó Senhor, que amais a vida.

ECLESIÁSTICO CAP.21,V.11
O caminho dos pecadores é calçado de pedras unidas,Mas ele conduz à região dos mortos, as trevas e aos suplícios.

ECLESIÁSTICO, CAP.39, VS. 33 e 34
Há espíritos que foram criados para a vingança: aumentaram seus tormentos pelo seu furor. No tempo do extermínio manifestarão a sua força, e apaziguarão a fúria daquele que os criou.

                Eclesiástico, faz alusão aos Espíritos malignos, destinados a tentar os vivos e a atormentar os condenados, missão essa bárbara, injusta e abominável, que Deus não pode estabelecer, e que só pode conceber um homem de coração rancoroso em sumo grau de crudelíssimo coração. Mas, supondo mesmo que assim seja, embora não o aceitemos, deixando isso somente a cargo dos caritativo inventores das fogueiras temporais ou eternas, resultará, das palavras do Eclesiastes, que a salvação e o perdão são o destino final dos Espíritos malignos, pois, no tempo da consumação, isto é, passado o termo da iniquidade, derramarão a sua força, esgotarão a sua maléfica atividade e, arrependidos, aplacarão o furor daquele que os fez e que espera o seu arrependimento com amorosa solicitude e paternal carinho.

OSÉAS, CAP.8,V.14
E eu o libertaria do poder da região dos mortos, isenta-lo-ia da morte? Onde estão as tuas calamidades ó morte?

MIQUÉIAS, CAP.7,VS. 18 e 19
Qual é o Deus como vós, que apaga a iniquidade e perdoa o pecado do resto do povo? Que não se ira para sempre porque prefere a misericórdia?

MATEUS CAP.25,V.30
E esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores: ali haverá choro e ranger de dentes.

II CORÍNTIOS CAP.5,V.10
Porque teremos que comparecer diante do tribunal do Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem o mal que tiver feito enquanto estava no corpo.

Oração para os mortos na Bíblia


A ORAÇÃO PARA OS MORTOS

                “Será útil que oremos pelos mortos e pelos Espíritos sofredores? E, neste caso, como lhes podem as nossas preces proporcionar alívio e abreviar os sofrimentos? Têm elas o poder de abrandar a justiça de Deus?”
                “A prece não pode ter por efeito mudar os desígnios de Deus, mas a alma por quem se ora experimenta alívio,  porque recebe assim um testemunho do interesse que inspira àquele que por ela pede e também porque o desgraçado sente sempre um refrigério, quando encontra almas caridosas que se compadecem de suas dores. Por outro lado, mediante a prece, aquele que ora concita o desgraçado ao arrependimento e ao desejo de fazer o que é necessário para ser feliz. Neste sentido é que se lhe pode abreviar a pena, se,  por sua parte, ela secunda a prece com boa vontade. O desejo de melhorar-se, despertado pela prece, atrai para junto do Espírito sofredor Espíritos melhores, que vão esclarecer, consolar e dar-lhe esperanças. Jesus orava pelas ovelhas desgarradas, mostrando-vos, desse modo, que culpados vos tornaríeis, se não fizésseis o mesmo pelos que mais necessitam das vossas preces.” 

                “Que se deve pensar da opinião dos que rejeitam a prece em favor dos mortos, por não se achar prescrita no Evangelho?”
                “Aos homens disse o Cristo: Amai-vos uns aos outros. Esta recomendação contém a de empregar o homem de todos os meios possíveis para testemunhar aos outros homens afeição, sem haver entrado em minúcias quanto à maneira de atingir ele esse fim. Se é certo que nada pode fazer o criador, imagem da justiça perfeita, deixe de aplicá-la a todas as ações do Espírito, não menos certo é que a prece que lhes dirigis por aquele que vos inspira afeição constitui, para este, um testemunho de que dele vos lembrais, testemunho que forçosamente contribuirá para lhe suavizar os sofrimentos e consolá-lo. Desde que ele manifeste o mais ligeiro arrependimento, mas só então, é socorrido. Nunca, porém, será deixado na ignorância de que a alma lhe foi útil. Daí resulta necessariamente, de sua parte, um sentimento de gratidão e afeto pelo que lhe deu essa prova de amizade ou de piedade. Em conseqüência, crescerá num e noutro, reciprocamente, o amor que o Cristo recomendava aos homens. Ambos, pois, se fizeram assim obedientes à lei divina, de que resultará a unidade, objetivo e finalidade do Espírito.” (Resposta dada pelo Sr. Monod (Espírito), pastor protestante em Paris, morto em abril de 1856. A resposta nº 664, é do Espírito São Luis.).

                “Pode-se orar aos Espíritos?”
                “Pode-se orar aos bons Espíritos, como sendo os mensageiros de Deus e os executores de suas vontades. O poder deles, porém, está em relação com a superioridade que tenham alcançado e dimana sempre o Senhor de todas as coisas, sem cuja permissão nada se faz. Eis por que as preces que se lhes dirigem só são eficazes, se bem aceitas por Deus.” (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Parte 3º, Cap. II, perguntas 664,665 e 666).

                Vejamos a colaboração da nossa saudosa médium Yvonne A.Pereira pelo Espírito de Leão Tolstoi no livro Ressurreição e Vida, págs. 81 a 83, a respeito da oração para os mortos.

          “__Pois ouvias, então, os meus singelos votos a Deus em tua intenção? ...
                __Como não?! Ouvia-os, sim ! Compreendia-os, assimilava-os, fortalecia minhas resoluções ao seu influxo benévolo e consolava-me com a tua doce lembrança,  pois estavas presente a meu lado, quando oravas, falavas-me, aconselhavas-me, revigorando-me as forças sempre que formulavas teus votos ... Enfim, eu te via! E, ás vezes, era como se estivéssemos no salão da tua tia ou no teu quarto, como naquelas tardes de Odessa, quando conversávamos saboreando chá ...
                Fiquei estupefato com semelhante revelação! Esqueci momentaneamente a minha crítica situação de recém-falecido e solicitei dele, alheado também ao fato de que eu era um ancião e ele um jovem quase adolescente:
                __ Conta-me isso, “paizinho”... Sabes que gosto de assuntos que transcendam ao habitual ... O fato de me veres presente quando eu orava por ti ... Vinhas a mim? ... Ou era eu que ia a ti , telepaticamente? ...
                __Sim, estavas presente ... A princípio, eu mesmo não percebia como as coisas se passavam ... Mas depois passei a compreender ... Dava-se o seguinte: se pensavas em mim com amor e saudade, um jato de fosforescência adamantina desprendia-se do teu coração e do teu cérebro, os quais mais não eram que os órgãos correspondentes, terrenos, de vibrações superiores, cuja origem é a alma ... O jato fosforescente era, efetivamente,  uma vibração,  uma  irradiação  de forças poderosas do ser psíquico,  rastilho magnético que se desatendia à minha procura para me ajudar a caminhar para Deus ... Conduzida pela fluidez  as energias entéricas a que todo o Universo é subordinado (digo, a Terra e todas as demais obras da Criação), essa tua vibração advertia minhas sensibilidades, onde quer que me encontrasse ... Eu ouvia como que me chamarem, prestava atenção, tal como, na Terra, se presta atenção a um rumor que, a princípio, apenas adverte, mas que se confirma em seguida... Então reconhecia a tua “voz”, que eu tão bem conhecera; ouvia o que dizias, comovia-me, chorava de enternecimento ... Às vezes, até conversávamos como outrora, através de nossos pensamentos: era quando oravas recordando nossos debates filosóficos à hora do chá com biscoitos ... E, completamente harmonizado com as tuas vibrações, eu passava e enxergar também a tua imagem refletida no longo jato luminoso que de ti se desprendia, embora nem eu nem tu nos arredássemos do local onde estivéssemos,  porquanto esse jato,  em sendo uma irradiação,  não somente tinha o poder de transmitir o som como de reproduzir a imagem de quem a produzia, visto que é a própria natureza íntima do seu produtor que se distende ... E assim eu te via, ouvia, compreendia teus pensamentos e sentimentos, reciprocamente recordávamos o passado e ressurgiam, por uma associação de idéias, relembradas, a sala de tua tia, em Odessa,  o “samovar” fumegante, o chá, os tabletes de açúcar, os biscoitos, nossos livros, nossas palestras, os debates em torno do Evangelho ...”



                Algumas passagens bíblicas demonstram a eficácia da prece para os desencarnados uma vez que eles acreditavam que eles continuavam vivos.

TOBIAS CAP 12 V 12
Quando tu oravas com lágrimas e enterrAvas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa, durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava tuas orações ao Senhor.

II MACABEUS CAP.12,V.43
Em seguida fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse a um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente na sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era isto um bom e religioso pensamento; heis porque ele pediu um sacrifício expiatório para que seus mortos fossem livreis de suas faltas.

ECLESIÁSTICO CAP.7,V.37
Dá de boa vontade a todos os vivos,não recuses esse benefício a um morto.

BARUC, CAP. 3,V.4
Senhor, todo-poderoso, Deus de Israel, escutai a prece dos mortos de Israel, dos filhos daqueles que pecaram contra vós, que não atenderam a voz do Senhor, se Deus, e por isso foram levados à desgraça.

                Acima  o profeta Baruc, suplica ao Senhor que ouça as preces dos que morreram no pecado, com que dá a entender que acredita na eficácia das orações dos mortos e na sua reabilitação pelo arrependimento.

I CORÍNTIOS CAP.15,V.55
A morte foi tragada pela vitória (IS 25,8), Onde está morte, o teu aguilhão? (Oséas 13,14)

                Paulo assevera em em carta aos Coríntios, que a ,morte definitivamente não existe!