quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Shambala e os Ovnis

SHAMBALA E OS OVNIS

SALMO 48, V.S 2 e 3
Na cidade do nosso Deus. O seu nome santo, colina magnífica, é uma alegria para toda a terra. O lado norte do monte Sião é a cidade do grande Rei.


                             Pintura tibetana mostrando o rei do mundo em Shamballa

            A “lendária Shambala”, como Blavastsky a denominou em sua obra “A Doutrina Secreta”, é  uma cidade etérea situada no deserto de Gobi, sob o Himalaia, considerada a sede invisível dos mahatmas, uma fraternidade habitada pelos grandes mestres espirituais que logo após a submersão da terra de Mu no Oceano Pacífico, mudaram-se para lá.






 Uma lenda muito difundida entre os mongóis e tibetanos, fala-nos que a Cidade Secreta  foi fundada por deuses que vieram dos céus para trazer conhecimento ao homem. Shambala, corresponde a um vigoroso centro de energias altamente evolutivas e psicoespiriuais, um lugar onde encontram-se seres que atingiram uma dimensão superior. Localizada no centro da Terra, sobre os auspícios do Sol central,  de onde emanam todo conhecimento, cultura  e equilíbrio do planeta. Tais seres teriam uma estrutura atômica totalmente diferente da nossa, que lhes permite viver normalmente sob essas condições. Segundo algumas entidades místicas esse reino subterrâneo é composto por milhares de remanescentes da Atlântida, e da Lemúria ou Mu, como também do Império Inca, ramificando-se por toda a Terra.  Desta forma, a capital Shambala, é  por assim dizer, a origem de todas as religiões  e a terra natal dos arquitetos do planeta, possuindo uma estreita relação vital com a ciência do kundalini, na qual se baseiam todos os sistemas de autotransformação da humanidade. Seriam esses habitantes aqueles que segundo o profeta Isaías no cap.11, v.9, depositários da “Ciência do Senhor”. 





O homem encarnado como provam os cientistas modernos não conseguiria sobreviver nessas condições, pois a vida subterrânea descrita pelos monges hindus e tibetanos faz menção a uma vida imaterial que na realidade pode perfeitamente sobreviver dentro dessas vibrações. É também por seu intermédio é que refletem-se as mudanças dos ciclos da Terra e a aceleração do progresso espiritual da humanidade. Inúmeras tradições ao longo dos tempos fazem referência a essa cidade localizada em algum lugar especial do planeta. Na Grécia antiga era chamada de Monte Olimpo e de Campos Elísios. Também nos tempos védicos primitivos era chamada por vários nomes, tais como Ratnasanu (pico da pedra preciosa), Hermadri (montanha de ouro) e Monte Meru (lar dos deuses do Olimpo e dos Hindus). Na escandinávia esta cidade celestial, ficava na terra subterrânea de Asar, dos povos da Mesopotâmia. Era a terra de Amenti citada no Livro Sagrado dos Mortos, dos antigos egípcios. Assim como a cidade das Sete pétalas de Vishnu, e a cidade dos sete reis de Edom, ou éden da tradição judaica. Em outras palavras, era o paraíso terrestre. Os mongóis a chamavam de Erdami e os persas de Alberdi ou Aryana, terra dos seus ancestrais. Os astecas  a chamavam de Maya-Pan e os conquistadores espanhóis que vieram para a América acreditavam nas lendas a seu respeito que organizaram diversas expedições para procura-la chamando-a de El Dorado, ou cidade do Ouro. Para os celtas esta terra sagrada era chamada de Duat ou Dananda (terra dos mistérios), já os alemães a chamavam de Walhalla, os tibetanos a chamam de Shangrilá e os monges budista de Agharta. Na tradição chinesa ela aparece como Chivin ou Cidade das Doze Serpentes. É a terra dos Calcas, Calcis ou Kalki, a famosa Colchida, pela qual os argonautas procuravam o velocino de ouro. Na Idade Média referiam-se a ela como a Ilha de Avalon. Ela é considerada pelos ocultistas como a Terra Santa e protótipo de todas as cidades santas que se originaram e que recebem sua constate energia vitalizadora. Jerusalém, Delfos, e Benares entre outras,  são reflexos materiais de sua atuação e sua influência espiritual. Desta forma, a teofista Alice Bailey, acentua: “Shambala  é o centro vital de consciência planetária”. Esse centro sagrado na Terra, sendo a origem de muitas religiões, naturalmente encontra-se referenciado em muitas delas. Civilizações  tradicionais freqüentemente situavam Shambala, como uma montanha sagrada não em sua própria terra, mas no longínquo norte. No Egito, por exemplo Set e Horús eram deuses da estrela do norte. Na Bíblia ela aparece em várias citações: Salmo cap. 48, v 2 da Bíblia, o Monte Sião é inexplicadamente chamado de “monte Sião, no longínquo norte”. No livro de Henoc no cap. XXXIII lemos: “Depois dirigi-me para o setentrião, para os limites da Terra. E lá, nos confins do mundo, vi um prodígio grande e magnífico. Vi as portas do céu, abertas. Havia três delas distintas. Por elas saíam os ventos do norte, pai do frio, do granizo, do gelo, do orvalho e da chuva.”Em Isaías cap. 14, v.13, denunciando a arrogância do rei da Babilônia, o profeta declara: ”E, no entanto, dizias teu coração: “Hei de subir até o céu, acima das estrelas de Deus colocarei meu trono, estabelecer-me-ei na montanha da Assembléia, nos confins do norte.” Já  Ezequiel, cativo no Babilônia, viu numa visão(cap. 1 vs. 1 a 28) o carro do Senhor(Ovni) vindo de Sião, na Terra Santa ao sul, mas do norte, (Shambala)um vento tempestuoso. Em Hebreus cap. 12 vs 22 e 23, observamos mais uma alusão a Shambala, desta vez por parte de Paulo de Tarso: ”Vós, ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade de Deus vivo, de Jerusalém celestial, das miríades de anjos, da assembléia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição.”








 Algumas tradições ocultistas acentuam que Jesus esteve em Shambala algum tempo, provavelmente em algum período dos 13 aos 30 anos, sobre os quais não existem referências de sua vida, nos evangelhos canônicos ou mesmo nos considerados apócrifos. O sábio Apolônio de Tiana, contemporâneo de Jesus, também empreendeu viagens através dos Himalaias em busca da Mansão dos Homens-Deuses. Estranhos acontecimentos envolveram Apolônio e seu discípulo Dâmis, até que recebidos por um jovem em pleno deserto, foram conduzidos ao Santo Mestre. Uma grande e estranha cidade surgiu diante deles, onde permaneceram, como convidados, por vários meses. Presenciaram coisas fantásticas, que eram produzidas por seus habitantes, como por exemplo, o domínio da gravidade terrestre, a utilização da energia solar, a aplicação de “pedras” fosforescentes que iluminavam como se fosse dia, etc. Quando Apolônio retornou da Terra Sagrada, ele estava envolto por uma aura de sabedoria, tornando-se profeta e praticando fabulosos fenômenos por onde quer que passasse. Viveu em Roma e teve inúmeros seguidores, na mesma época em que o Mestre Jesus ensinava na Judéia. Cabe-nos ressaltar que muitas das informações concernentes a Shambala advém dos relatos  escritos dos próprios lamas que haviam visitado Shambala em sonhos, visões ou projeções da consciência, em busca da sabedoria espiritual. Viajando em corpos de matéria sutil, divulgaram mandalas geográficas místicas e muito antigas e uma série de guias, tanto antigos como relativamente modernos, que continham instruções detalhadas descrevendo a cidade, e a maneira de se realizar uma viagem para lá. A Tradição ocultista, sustenta a visão, de que existem guardiões da evolução racial que canalizam as energias do planeta e dirigem a história da humanidade na direção de oportunidades sempre renovadas para o auto-desenvolvimento, e que forma um núcleo do que eqüivale a um governo mundial espiritual sediado em Shambala.






Muitos deles, acreditam que o mito bíblico do Jardim do Éden tenha se originado de Shambala. Muitos monges tibetanos afirmam ter recebido por intuição de Shambala a maior parte do seu conhecimento na medicina, na astronomia, nas artes ocultas, na alquimia, na astrologia, no controle de forças elementais da natureza, assim como diversos aspectos da sua grandiosa cultura milenar. A tradição esotérica ainda destaca o conhecimento científico avançado de seus  habitantes e afirma que sua tecnologia é tão superior, que parece-nos milagrosa. 






Esse fato se deve, principalmente porque não compreendemos os princípios básicos espirituais sobre os quais ela se sustenta. Os indivíduos que afirmam te-la visitado, tanto literalmente como visão, sonho ou mesmo viagem astral, relatam ter visto realizações tecnológicas que superam de longe nossa ciência moderna. Eles relacionam as maravilhas que viram com muitas lendas antigas que se referem a uma ampla rede de cavernas e túneis subterrâneos dimensionais, que se estendem sob as cadeias de montanhas asiáticas e que teriam sido escavadas em épocas bastante remotas. As lendas esquimós, contam que seus ancestrais vieram de uma terra paradisíaca localizada no interior da terra.







 De igual forma, os índios carajás no Brasil, afirmam que são originários de um mundo subterãneo onde a luz do sol penetra enquanto aqui é noite. Outra interessante menção a esses mundos advém do famoso escritor, Julio Verne (1828-1905), em sua obra “Viagem ao Centro da Terra”, escrita no século XIX, onde descreve que aventureiros, após percorrerem túneis e cavernas descobriram  um novo mundo debaixo da terra, o qual continha contendo lagos, terras, oceanos,  animais e plantas antediluvianos, civilizações, e tudo isso iluminado por um sol central.





 Esse caminho de acesso foi conhecido, após ter-se decifrado um manuscrito alquímico de caracteres rúnicos, trazido da Islândia. Algumas das informações contidas no livro de Verne, se enquadram com as narrativas do almirante Richard E.Byrd, da Marinha dos Estados Unidos, nascido em 25 de outubro de 1888, que explorou os polo norte e sul no período de 1926 a 1947, nesse último ano, em um vôo de reconhecimento  enquanto sobrevoava as imediações do Polo, segundo o seu próprio relato radiofônico, ao sair de um intenso nevoeiro deparou-se com uma terra sem gelo, podendo distinguir vegetação, lagos, animais, homens altos e louros, discos voadores, cidades, flores, alces e bisões do período Plistoceno.  Byrd teria entrado em uma dimensão paralela, ou mesmo  descoberto o reino de Shambala ou Agharta ? A partir de 1947 o almirante Byrd em razão de ser impedido de falar sobre o assunto pelas  autoridades das forças americanas, começou a escrever um diário sobre o que ocorreu na sua insólita viagem, o qual se conservou em segredo até sua morte em 1957. Esse diário porém foi descoberto em 1992, informações desse diário resultaram na fundamentação do livro Terra Oca. Segue o relato do suposto diário:


BASE CAMPO ÁRTICO, 19/2/1947

06h - Completamos os preparativos para nosso vôo para o norte e estamos voando com os tanques cheios, ás 06:10.
06:20 - A mistura no motor de estibordo parecia estar muito rica, foram feitos os ajustes e os Pratt Whittneys estão funcionando suavemente.
07h - Radio check com o campo da base. Tudo está bem e a recepção via rádio é normal.
07:40 - Observado um pequeno vazamento de óleo no motor de estibordo, mas o indicador da pressão parece normal.
08h - Pequena turbulência vinda de leste numa altitude de 2321 pés; corrigido para 1700 pés; a turbulência acabou, mas aumenta o vento de popa; feito pequeno ajuste nos controles do acelerador e o avião está com desempenho muito bom.
08:15 - Radio check com o campo da base, situação normal.
08:30 - Nova turbulência; altitude aumentada para 2900 pés; vôo tranquilo novamente.
09:10 - Vastidão de gelo e neve abaixo, notando uma coloração amarelada; exame desse padrão de cor abaixo; notando também coloração avermelhada ou púrpura. Circulando esta área com duas voltas completas e voltando ao curso traçado. Checagem de posição novamente com a base do campo e transmitindo informação sobre as colorações no gelo e na neve abaixo. Bússola e giroscópio começando a girar e oscilar; estamos incapazes de manter nosso rumo pelos instrumentos. Orientando-nos pelo Sol, mas tudo ainda parece bem. Os controles parecem lentos em responder mas não há indicação de congelamento.
09:15 - Parece haver montanhas a distância.
09:49 - Já se passaram 29 minutos da primeira visão das montanhas; não é uma ilusão. São montanhas consistindo de uma pequena cadeia que nunca vi antes!
09:55 - Mudança de altitude para 2950 pés, encontrando forte turbulência outra vez.
10h - Estamos atravessando a pequena cadeia de montanhas e ainda indo para o norte da melhor maneira possível. Além da cadeia de montanhas está o que parece ser um vale com um pequeno rio correndo pelo meio. Não deveria haver um vale verde abaixo! Definitivamente, alguma coisa está errada e anormal aqui! Deveríamos estar sobre gelo e neve! Há grandes florestas nas encostas das montanhas. Nossos instrumentos de navegação ainda estão girando e o giroscópio está oscilando para trás e para a frente.
10:05 - Altero a altitude para 1400 pés e executo uma volta fechada para a esquerda, para examinar melhor o vale abaixo. É verde com musgo ou uma espécie de relva muito fechada. A luz aqui parece diferente. Já não vejo o Sol.
Fizemos outra curva para a esquerda e vemos o que parece ser um grande animal abaixo de nós. Parece um elefante! Não! Parece mais um mamute! É inacreditável! Ainda assim, lá está ele! Diminuindo a altitude para 1000 pés e pegando binóculos para examinar melhor o animal. Confirmado - definitivamente é um animal semelhante a um mamute! Relatamos isso para a base.
10:30 - Encontrando mais colinas verdes ondulantes. O indicador de temperatura externa marca 74 graus Fahrenheit (23º Centigrados). Continuando agora o nosso curso. Os instrumentos de navegação agora parecem normais. Estou intrigado com seu desempenho. Tentativa de contatar a base. O rádio não está funcionando!
11:30 - O campo abaixo está mais plano e normal (se é que posso usar essa palavra). Adiante vemos o que parece ser uma cidade!! Isso é impossível! O avião parece leve ou estranhamente flutuante. Os controles se recusam a responder!! Meu DEUS!!! Ao lado de nossa asas, direita e esquerda, estão aeronaves de um tipo estranho. Estão se aproximando rapidamente! São em forma de discos e irradiam luz. Estão agora suficientemente perto para ver suas insígnias. São uma espécie de suástica! Isso é fantástico. Onde estamos? O que aconteceu? Puxo os controles outra vez. Não respondem!!! Fomos apanhados por uma garra de algum tipo.
11:35 - Nosso rádio estala e uma voz fala em Inglês com o que talvez seja um ligeiro sotaque nórdico ou alemão! A mensagem é: "Bem vindo, Almirante, está em boas mãos". Reparo que os motores de nosso avião pararam. O aparelho está sob algum controle estranho e está virando. Os controles são inúteis.
11:40 - Recebida outra mensagem pelo rádio. Começamos a aterrissagem agora e, em momentos o avião treme ligeiramente, e começa a descer, como se houvesse sido apanhado num enorme elevador invisível! O movimento para baixo é mínimo e tocamos o chão apenas com leve salto!
11.45 - Estou fazendo uma última anotação apressada no diário de vôo. Uma porção de homens se aproxima a pé de nossa aeronave. São altos com cabelo louro. À distância, pode-se ver uma grande cidade, reluzente, pulsando com matizes do arco-íris. Não sei o que nos acontecerá agora, mas não vejo sinais de armas nos que se aproximam. Ouço agora uma voz ordenando-me para abrir a porta. Eu obedeço.

Deste ponto em diante, narro todos os acontecimentos seguintes, de memória...

Desafia a imaginação e pareceria loucura, se não houvesse acontecido.O radiotelegrafista e eu fomos tirados do aparelho e recebidos de modo muito cordial. Fomos depois embarcados num transporte em forma de plataforma, sem rodas! Levou-nos à cidade resplandecente com grande rapidez.Quando nos aproximamos, a cidade pareceu-nos feita de um material cristalino. Logo chegamos a um grande edifício, de um estilo que eu nunca havia visto. Parecia ter saído da prancheta de Frank Lloyd Wright, ou talvez, mais corretamente, de um cenário de Buck Rogers!!

Deram-nos uma espécie de bebida quente, cujo gosto não se parecia com qualquer coisa que eu já tenha experimentado. Era deliciosa. Cerca de dez minutos depois, dois de nossos anfitriões vieram aos nossos aposentos, dizendo que eu os devia acompanhar. Não tive escolha e obedeci. Deixei o radiotelegrafista e nós andamos uma distância curta, entrando no que parecia um elevador.Descemos por alguns momentos, a máquina parou e as portas se levantaram silenciosamente! Andamos, então por um longo corredor iluminado por luz rósea que pareciam emanar das próprias paredes Um dos seres acenou para que parássemos em frente a uma grande porta. Acima dela havia uma inscrição que eu não soube ler. A porta deslizou silenciosamente e eu fui convidado a entrar.. Um dos meus anfitriões falou: "Não tenha receio, Almirante, o senhor terá uma entrevista com o Mestre...".Eu entrei e meus olhos se acomodaram à bela coloração que parecia estar enchendo completamente o aposento. Então comecei a ver o lugar onde estava. O que acolheu meus olhos foi a visão mais bonita que já tive em minha vida. Era realmente bela e maravilhosa demais para ser descrita. Era exótica e delicada. Não acho que exista uma palavra humana que possa descrever qualquer detalhe com justiça. Meus pensamentos foram interrompidos de um modo cordial por uma voz quente e rica, de timbre melodioso, "Eu lhe dou as boas vindas ao nosso território, Almirante." .Vi um homem de feições delicadas, com as marcas dos anos no rosto. Estava sentado em uma longa mesa.Convidou-me a sentar numa das cadeiras. Depois que me sentei, ele juntou as pontas dos dedos e sorriu, jovialmente falou com suavidade e disse o seguinte:"Nós o deixamos entrar porque tem um nobre caráter e é famoso na Superfície da Terra, Almirante".Superfície da Terra, eu disse a mim mesmo!"Sim",  responde o Mestre,"o senhor está no território dos Arianni, o Mundo Interior da Terra. Não prolongaremos sua Missão, e o senhor será escoltado com segurança para a superfície a até uma distância além. Mas agora, Almirante, eu lhe direi porque foi trazido aqui. Nosso interesse começou justamente depois que sua raça explodiu as primeiras bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, Japão. Foi nesse tempo de alarmante que mandamos nossas máquinas voadoras, os "Flugelrads", ao seu mundo na superfície para investigar o que sua raça havia feito. É claro que isso agora é passado, meu caro Almirante, mas eu devo continuar. Como vê, nunca interferimos antes em suas guerras e com seu barbarismo, mas agora somos obrigados, pois seu mundo aprendeu a forçar o uso de certos poderes que não são para os homens, principalmente o da energia atômica. Nossos emissários já entregaram mensagens aos governos de seu mundo e até agora eles não atenderam.Agora, o senhor foi escolhido para testemunhar que nosso mundo existe. Como vê, nossa Ciência e Cultura estão muitos milhares de anos à frente de sua raça, Almirante."Eu interrompi, "Mas o que isto tem a ver comigo, Senhor?"Os olhos do Mestre pareceram penetrar profundamente na minha mente, e, depois de me estudar por alguns momentos, ele respondeu, "Sua raça alcançou o ponto sem volta, pois há aqueles dentre vós que prefeririam destruir o próprio mundo a abdicar de seus poderes, tal como os conhecem..."Eu concordei com a cabeça e o Mestre continuou, "Em 1945 e depois, tentamos contatar sua raça, mas nossos esforços foram recebidos com hostilidade, nossos Flugelrads (Discos Voadores) foram alvejados. Sim, até perseguidos com maldade e animosidade pelos aviões de combate. Portanto agora eu lhe digo, meu filho, há uma grande tempestade se formando em seu mundo, uma fúria negra que não será extinta por muitos anos. Não haverá resposta em seus exércitos nem segurança em sua ciência. Ela poderá rugir até que cada flor de sua cultura esteja esmagada, e todas as coisas humanas niveladas num vasto caos. A última guerra foi apenas um prelúdio do que ainda está para vir para sua raça. Aqui nós vemos isso mais claramente a cada hora que passa... pode dizer que eu estou errado?"


"Não", respondi, "já aconteceu antes, em que a idade negra chegou e durou mais de quinhentos anos".

"Sim, meu filho," o Mestre respondeu, "a idade negra que virá para sua raça cobrirá a Terra como uma mortalha, mas eu acredito que alguns da sua raça viverão através da tempestade, e além disso, nada mais posso dizer. Vemos, a grande distância, um NOVO mundo saindo das ruínas de sua raça, procurando seus tesouros legendários e perdidos, e eles ficarão aqui, meu filho, a salvo sob nossa proteção.Quando o tempo chegar, iremos novamente para ajudar a reviver sua cultura e sua raça. Talvez, então, vocês tenham aprendido a futilidade da guerra e de sua disputa e depois desse tempo, alguma parte de sua cultura e ciência lhes será devolvida, para recomeçar. Você, meu filho, deve voltar à Face da Terra com essa mensagem.. "Com essas palavras finais, nosso encontro terminou. Fiquei por um momento como num sonho.. mas ainda assim eu sabia que era realidade, e, por alguma estranha razão, inclinei-me ligeiramente, por respeito ou por humildade, não sei qual.De repente, fiquei novamente consciente de que os dois belos anfitriões que me haviam trazido aqui estavam ao meu lado. "Por aqui, Almirante", disse um. Virei-me mais uma vez antes de sair e olhei para trás, para o Mestre. Um sorriso gentil esboçou-se em seu rosto delicado e idoso. "Adeus, meu filho", exprimiu ele acenando com um gesto de paz com sua delgada mão, e nosso encontro verdadeiramente terminou.Rapidamente passamos pela grande porta dos aposentos do Mestre e, mais uma vez, entramos no elevador. A porta, silenciosamente, abaixou e tornamos a subir. Um dos meus acompanhantes falou. "Agora precisamos apressar-nos, pois o Mestre não deseja mais atrasos em seu horário programado e o senhor deve retornar com sua mensagem para sua raça".Eu nada disse. Tudo isso era quase inacreditável, e mais uma vez, meus pensamentos foram interrompidos quando paramos. Entrei no quarto e estava outra vez com meu radiotelegrafista. "Está tudo bem, Howie, está tudo bem."Os dois seres nos levaram até o transporte que esperava, subimos, e logo chegamos ao avião. Os motores estavam ligados e embarcamos imediatamente. Toda a atmosfera parecia agora carregada com um certo ar de urgência. Depois que a porta foi fechada, o aparelho foi imediatamente levantado por aquela força invisível até atingirmos uma altitude de 2700 pés.Duas das aeronaves foram ao nosso lado, guiando-nos de volta à nossa rota. Devo declarar aqui que o indicador de velocidade nada registrava, mas estávamos voando a uma grande velocidade.Veio uma mensagem pelo rádio. "Nós o estamos deixando agora, Almirante, seus controles estão livres. Adeus!!"Olhamos por um momento, enquanto os Flugelrads desapareciam no céu azul.O avião, de repente, caiu como se houvesse sido apanhado num vácuo. Rapidamente recuperamos o controle. Não falamos por algum tempo. Cada um tinha seus pensamentos...

O DIÁRIO DE VOO CONTINUA...

02:20 - Estamos novamente sobre vastas áreas de gelo e neve, a aproximadamente 27 minutos da base. Falamos com eles pelo rádio e eles respondem. Declaramos todas as condições normais... normais... A base expressa alívio com o restabelecimento de nosso contacto.
03h - Aterrissamos suavemente na base. Eu tenho uma missão...

FIM DO DIÁRIO

1 de março de 1947. Acabo de participar de uma reunião no Pentágono. Relatei integralmente o que descobri e a mensagem do Mestre, Tudo foi devidamente gravado. O Presidente foi avisado.Fui detido por várias horas (seis horas e trinta e nove minutos, para ser exato). Fui exaustivamente interrogado pelas Forças de Segurança Máxima e por uma equipe médica. Foi uma grande provação!!! Fui colocado sob estrita vigilância pelo Serviço de Segurança dos Estados Unidos da América. ORDENARAM-ME QUE PERMANECESSE EM SILÊNCIO QUANTO A TUDO QUE DESCOBRI, PELO BEM DA HUMANIDADE!!! Inacreditável, e me lembraram de que sou um militar e de que devo obedecer ordens.

30/2/56: ÚLTIMA ANOTAÇÃO

Os últimos anos que passaram desde 1947 não foram bons... Faço agora minha última anotação neste diário singular. Terminando, devo declarar que, fielmente, mantive este assunto em segredo, conforme ordenado, por todos estes anos. Foi completamente contra meus princípios morais. Agora, parece-me pressentir a chegada da longa noite e esse segredo não morrerá comigo, mas, como deve ser com tudo que é verdade, deverá triunfar.Ele pode ser a única esperança para a espécie humana. Eu vi a verdade e ela vivificou meu espírito e me libertou . Cumpri com meu dever para com o monstruoso complexo militar. Agora, a longa noite começa a aparecer, mas não haverá um fim. Quando a longa noite do Ártico terminar, o Sol brilhante da Verdade voltará... e os que forem da escuridão cairão com a sua Luz... pois eu vi aquela terra além do polo, aquele centro do Grande Desconhecido".





Alguns relatos de aventureiros em incursões ao polo, também descrevem paisagens similares e uma civilização amistosa e super-desenvolvida de gigantes. Outro episódio interessante acerca de lugares enigmáticos e misteriosos no planeta, aconteceu em 1.925, através da expedição liderada pelo coronel inglês Percy Fawcett,  em busca do El Dorado no Brasil, lugar onde algumas facções esotéricas entendem ser um lugar de uma riqueza formidável e de um desenvolvimento científico e moral muito além do que conhecemos. Essa peregrinação acabou protagonizando uma espécie de nova versão da Viagem ao Centro da Terra, de Julio Verne no século XX. 







Supõe-se que Fawcett e sua equipe teria encontrado a passagem dimensional para o mundo subterrâneo, encontrando a cidade “Z” nome sugerido por ele em seus escritos, e para muitos míticos uma das cidades de Shambala, a despeito da ossada encontrada e dos rumores que foram vítimas dos índios o mito persiste. Corroborando para a tese de Shambala, místicos e paranormais que vivem na Serra do Roncador no estado do Mato Grosso(Brasil) entre outros, afirmam vez ou outra, manterem contato com os seres intraterrenos que vivem com Fawcett nessa cidade, seja através do diálogo mental ou mesmo por uma simples e rápida visualização.



            Os Ovnis, é outro tema recorrente nas lendas de Shambala, onde viagens interestelares foram atribuídas aos seus habitantes muito antes do desenvolvimento do moderno conhecimento tecnológico e astronômico conhecido pela nossa atual civilização.De acordo com a antiga tradição chinesa, as aeronaves e veículos espaciais dos imortais viajam, não só pela Terra, mais também entre as estrelas observando lugares da habitação de outras raças e reinos. Outra lenda de Shambala, declara que a maioria dos seus residentes mais avançados usa corpos que não envelhecem nem morrem; alguns os nascidos da mente criam um corpo visível, mas artificial, de matéria atômica elementar que parece sólido e real quando entram em contato com os humanos; outros permanecem invisíveis e se juntam ao povo da Névoa de Fogo. Que vive no núcleo do Sol central da própria Terra, naturalmente em outra freqüência vibratória. Eles, por sua vez, podem viajar a vontade pelo universo, ficar mas pesados e mais densos ou mais leves e etéreos a sua escolha e necessidade, deslocam-se a grandes velocidades, aparecem em dois lugares ao mesmo tempo e materializam-se e desaparecem, conforme o seu desejo. Conta-se que os mestres ausentam-se ainda de Shambala para ensinar esse tipo de sabedoria a certos lamas ou mesmo a indivíduos merecedores que recorrem ao seu auspicioso auxílio. Rama, segundo o épico hindu, Rama foi um desses emissários que oriundo de um mundo subterrâneo chegou ao nosso, através de num veículo aéreo.



De acordo com alguns relatos, os lamas que absorvem esse conhecimento tem o poder, assim como Jesus, de atravessar paredes, de transformar pedras em ouro, de caminhar sobre as águas se afundar, de entrar no fogo sem se queimar, de derreter neve com o calor do próprio corpo, num frio extremo, de viajar a cosmos distantes em poucos segundos, de voar no céu e caminhar através de rochas e montanhas, além de capacidades extraordinárias como ler a mente e de conhecer o futuro, e o desenvolvimento de todos os sentidos muito além de sua capacidade normal. Eles também podem emitir raios de luz do corpo e ficarem expostos a luz do sol sem formarem sombra, fazer o corpo de outros desaparecer e realizar outros assim chamados prodígios ou milagres. O eixo do mundo, lugar onde está localizada Shambala, segundo os ocultistas, é o espaço na Terra onde as linhas do globo se cruzam, onde o espaço-tempo se pronuncia, sem os limites normais, e  onde os habitantes dessa sociedade oculta podem realizar experimentos científicos com ligas metálicas, valendo-se de energia absoluta, procurando assim, desenvolver melhor a aerodinâmica  de suas Naves , dentro de um  espaço multidimensional. Jaques Valle, cientista da Nasa, e uma das maiores autoridades em Ovnis no planeta, em seu depoimento corrobora a existência não só, especificamente de Shambala, mais de uma infinidade de cidadelas espirituais ao redor da crosta planetária, operando sobre outra freqüência vibratória: “...se uma forma de vida e de consciência que opera com base em propriedades  de tempo-espaço que nós ainda não descobrimos, ela não precisa ser extraterrestre. Ela poderia vir de outro sistema solar em nossa galáxia, ou de outra galáxia. Mas poderia coexistir conosco sem se percebida.”
            Todo esse conhecimento e relatos indicam um sofisticado sistema de vigilância fraterna dos seres humanos pelos habitantes de Shambala, sendo os Ovnis, segundo os próprios lamas o seu principal meio de transporte, e parte integrante desse trabalho missionário na Terra.

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