terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Religião e Mitologia dos Romanos


A RELIGIÀO DOS ROMANOS


                        A princípio a religião romana assim como a grega, era essencialmente politeísta, admitia-se que divindades controlavam os rios, os bosques, o fogo, os caminhos, o mar, o céu, etc. Conhecidas por numens, estas divindades, que os romanos não sabiam representar, presidiam os mais diversos aspectos de suas vidas, bem como fenômenos que envolviam a natureza. Cultuavam também os antepassados que eram adorados como bons espíritos familiares através de cultos domésticos, os quais herdaram dos seus antepassados o povo etrusco. Durante as refeições era costume colocar-se também um prato com alimentos diante das estátuas dos lares, cujas imagens eram geralmente guardadas em altares especiais em suas casas que mantinham sempre iluminados, sendo que cada família  possuía o seu gênio invisível e amigo. O trato com os deuses acontecia em cerimônias nas quais os romanos pediam favores em troca de sacrifícios. Segundo Emmanuel em “A Caminho da Luz”, pág.100, nos relata o seguinte:

 “Os romanos, ao contrário dos atenienses, não procuravam indagações transcendentes em matéria religiosa ou filosófica, atendendo somente aos problemas do culto externo sem muitas argumentações com a lógica, e foi por isso que com a evolução da cidade, o Panteão, seu templo mais aristocrático chegou a possuir mais de trinta mil deuses.

Realizavam procissões grandiosas em homenagem aos seus deuses e a elite dominante, Emmanuel em “Há Dois Mil Anos”, nos escreve como eram esses eventos na antiga Roma, narra assim nas págs. 322 e 323, o autor espiritual:

Para esclarecimento dos leitores, passemos a dar pálida idéia do maravilhoso cortejo, de conformidade com as grandes cerimônias públicas. Na frente, vai carro, soberba e magnificamente ornamentado, onde se instala molemente o Imperador, seguindo-se-lhe numerosos carros nos quais se aboletam os senadores homenageados, bem como os seus áulicos preferidos. Domício Nero, junto de um dos favoritos mais caros, passa sobranceiro no seu traje vermelho de triunfador, com o luxo espalhafatoso que lhe caracterizava as atitudes. Em seguida, numeroso grupo de jovens de quinze anos passa, a cavalo e a pé, escoltando as carruagens de honra e abrindo marcha. Passam, depois, os cocheiros guiando as bigas, as quadrigas, as séjuges,  que eram os carros a dois, a quatro e a seis cavalos, para as loucas emoções das corridas tradicionais. Seguindo-se aos aurigas, quase em completa nudez, surgem os atletas, que farão os números de todos os grandes e pequenos jogos da tarde; após eles, vão os três coros clássicos de dançarinos, o primeiro constituído por adultos, o segundo dos adolescentes insinuantes, e o terceiro por graciosas crianças, todos ostentando a túnica escarlate apertada com uma cinta de cobre, espada ao lado e lança na mão, salientando-se o capacete de bronze enfeitado de penachos e cocares, que lhes completam a indumentária extravagante. Esses bailarinos passam, seguidos pelos músicos, exibindo movimentos rítmicos e executando bailados guerreiros, ao som de harpas de marfim, flautas curtas e numerosos alaúdes. Depois músicos, qual bando de sinistros histriões, surgem os Sátiros e os Silenos, personagens estranhas, que apresentam máscaras horripilantes, coberto de peles de bode, sob as quais fazem gestos mais horrendos, provocando o riso frenético dos espectadores, com suas contorções ridículas e estranhas. Sucedem-se novos grupos musicais, que fazem acompanhar de vários ministros secundários do culto a Júpiter e outros deuses, levando nas mãos grandes recipientes à guisa de turíbulos de ouro e prata, de onde espiralam inebriantes nuvens de incenso. Seguindo os ministros com adornos de ouro e pedras preciosas, passam as estátuas das numerosas divindades arrancadas, por um momento, dos seus templos suntuosos e sossegados. Cada estátua, na sua expressão simbólica, faz-se acompanhar de seus devotos ou de seus variados colégios sacerdotais. Todas as imagens, em grande aparato, são conduzidas em carros de marfim ou de prata, puxados por cavalos imponentes, guiados delicadamente por meninos pobres de dez a doze anos, que tenham pai e mãe vivos, e escoltados, com atenção, pelos patrícios mais em evidência na grande cidade.  Era tudo um deslumbramento de coroas de ouro, púrpuras, luxuosos tecidos do Oriente, metais brilhantes, cintilações de pedras preciosas. Fecha o cortejo a última legião de sacerdotes e ministro do culto, seguindo-lhes a massa interminável do povo anônimo e desconhecido.”

 

Os altos sacerdotes romanos tinham por hábito interpretar a vontade dos deuses, observando as condições da natureza, assim como examinavam as entranhas dos animais sacrificados para a determinação de condições favoráveis ou funestas. As mulheres de igual forma, exerciam funções sacerdotais, as vestais como eram conhecidas, começavam sua iniciação aos seis anos de idade, sua função principal era manter o fogo sagrado da deusa. As vestais eram por força das situações, a fazer votos de castidade por trinta anos, caso violassem o compromisso eram enterradas vivas como penitência. A religião romana recebeu forte influência da religião grega, sendo que muitos deuses pertencentes ao panteon grego tornaram-se romanos, ao passo que outros embora possuíssem as mesmas características, foram rebatizados, o que aliás era fato comum nas religiões politeístas, pois mesmo com outros nomes as atribuições eram quase sempre as mesmas. Os romanos como todos os povos pagãos acreditavam que a divindade  é interna e externa, manifestando-se através de aspectos femininos e masculinos em cada indivíduo, assim como em todo o cosmos. Pagãos portanto eram todos aqueles que veneravam os deuses pré-cristãos dos seus ancestrais ou da própria terra, sendo a palavra “pagus” advém do latim e significa localidade. Atualmente o termo pagão refere-se a alguém que é hedonista, materialista ou simplesmente praticante da magia.

 Apesar da religião dos deuses ser predominante, Roma também teve seus pensadores ilustres, que naturalmente influenciados pelas idéias de Sócrates e Platão,  plantaram as sementes da verdade na terra dos césares, Virgílio,79 - 19 a.C, expoente poeta romano que viveu no século I antes de Cristo foi um deles,  em sua obra Eneida, descreve a reencarnação. Nessa belíssima obra ensina, que após a morte, as almas dos homens, são purificadas pelos seus pecados, enviadas para os campos Elíseos e, finalmente, levadas ao rio Letes, conhecido como o rio do esquecimento, aonde a memória é parcialmente apagada e as almas se dispõem novamente, a voltar a Terra, em novos corpos mortais. Cícero (106 - 43 a.C.) grande filósofo, dizia que as crianças que apresentam grandes facilidades em assuntos difíceis provavelmente, já os conheciam em encarnação passada.    



A MITOLOGIA ROMANA


DIVINDADE
ATRIBUTO
BACO
DEUS DO VINHO
CERES
DEUS DAS COLHEITAS
CIBELE
MÃE DOS DEUSES
CRONOS
DEUS DO TEMPO
CUPIDO
DEUS DO AMOR
DIANA
DEUSA DA CAÇA
FAUNO
DEUS DA FERTILIDADE
FLORA
DEUSA DA PRIMAVERA
FORTUNA
DEUSA DA SORTE E DO DINHEIRO
HÉRCULES
DEUS DA FORÇA
HÉSTIA
DEUSA DA FIDELIDADE
JANO
DEUS DOS PORTÕES E DAS ENTRADAS
JUNO
DEUS DA HONESTIDADE
JÚPITER
DEUS DOS CÉUS
LARES
DEUSES DAS CASAS
MARTE
DEUS DA GUERRA
MERCÚRIO
DEUS DO COMÉRCIO
MINERVA
DEUSA DAS ARTES/CIÊNCIA
NETUNO
DEUS DO MAR
DEUS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS
PENATES
DEUSES DA FARTURA
PLUTÃO
DEUS DOS INFERNOS/PROFUNDEZAS
TITÃ
DEUS DOS HUMILDES
VÊNUS
DEUSA DO AMOR/BELEZA
VERTUMMO
DEUS DA MUDANÇA
VESTA
DEUSA DO LAR
VULCANO
DEUS DO FOGO
PONOMA (NINFA)
DEUSA DAS ÁRVORES FRUTÍFERAS

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