terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Jesus e Buda


SIDARTHA GUATAMA E JESUS

  O termo “Buda” significa “aquele que sabe”, portanto é um título, e não um nome como habitualmente e pensa, na realidade, identifica alguém que tenha alcançado um alto nível de elevação espiritual. O Budismo foi fundado, por assim dizer, pelo príncipe  Sidartha Guatama, nasceu em torno de 550, antes de Cristo na Índia em Capilavastu, fronteira com o Nepal, sendo filho do rei Sakias, e da rainha Maya Devi. Casou-se com sua prima, a bela princesa Yasodhar, tendo com ela um filho de nome Rahula, sendo todos depois seus fiéis seguidores. Na realidade encontramos alguns paralelos interessantes entre as existências de Jesus e  Buda. Segundo a tradição, Buda não nasce especificamente de uma virgem, mais sim de forma miraculosa, pois sua mãe, sonhou que um elefante branco lhe penetrava o ventre, então a partir desse sonho se absteve da união com seu marido por 32 meses, e dez meses depois concebeu pelo seu lado direito um menino, não podendo, pois, ser humana a gestação.





 Conta-se ainda a tradição budista, que ao nascer, Buda caminhou sete passos, e por onde pisou nasceram imediatamente flores de lótus. 





Aos 29/30 anos assim como Jesus, Buda  começa a pregar a sua doutrina, da mesma forma é tentado pelo “demônio”, denominado “Mara” também denominado de “Varsavati, aquele que satisfaz os desejos”, que tenta persuadi-lo a entrar mais rapidamente no Nirvana, para que com essa atitude  não passasse seus ensinamentos aos seus adeptos e discípulos. Jesus foi encontrado ainda criança ensinando no templo; Buda quando menino, foi encontrado debaixo de uma árvore ensinando anciãos e jovens discípulos; 







Buda tinha um discípulo chamado Ananda, tão estimado, como o apóstolo João era para Jesus; Buda era conhecido como o Leão da Tribo Sakya; Jesus era considerado o Leão da Tribo de Judá(Apocalipse cap.5 v.5) ;Buda assim como Jesus, era conhecido como o bom médico, tendo também assim como Jesus, o poder de acalmar tempestades e fazer milagres; Buda designou que 61 discípulos andassem dois a dois por estradas diferentes, proclamando a religião perfeita e pura;  Jesus selecionou 70 discípulos e os enviou para pregar o evangelho por toda a parte; Quando Buda entregou sua vida ao Nirvana(céu budista) houve um grande terremoto, terrível e fulminante, assim como na morte de Jesus a terra tremeu e fenderam-se as pedras; Pokkarasadi, mandou seu discípulo Ambattho, indagar de Buda, se ele era mesmo de fato o Santo que todos esperavam; da mesma forma João Batista mandou seus discípulos indagarem a Jesus, se ele era mesmo o messias; A descrição da entrada de Buda na cidade de Pali, é bem semelhante com os relatos segundos os evangelhos a respeito da entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.  Tendo atingido o estado de iluminação sob uma figueira (Bodí), aos 35 anos de idade, Buda passa a ensinar o Dharma, que se traduz pelo caminho que conduz a libertação do sofrimento do homem na Terra. 





Da mesma forma Jesus asseverou que ele era, o caminho, a verdade e a vida. Buda fundamentou sua doutrina na psique humana, direcionou os seus conceitos combatendo a personalidade que representa a transitoriedade e valorizando o espírito que representava a eternidade, consagrando mais de 50 anos de vida a pregação, chegando muitas vezes a caminhar trinta quilômetros por dia percorrendo diversos vilarejos divulgando os seus ensinamentos aos adeptos de sua nova doutrina. “Os fenômenos da vida”, dizia ele extraordinariamente inspirado, “podem ser comparados a um sonho, a um fantasma, a uma bolha, a uma sombra, a uma orvalhada cintilante ou a um raio luminoso, e como tal deveriam ser contemplados”. Morreu octogenário em plena atividade por volta de 483 antes de Cristo, a beira de uma estrada que percorria a pé, deixando-nos um legado de incríveis e importantíssimos ensinamentos. 




Combateu fervorosamente as distinções de castas na Índia, pois acreditava na igualdade espiritual entre todos os homens. Muito embora Buda, alertasse as seus seguidores que desconfiassem dos milagres, muitos textos sagrados escritos após sua morte, descrevem atos miraculosos praticados por ele, aos quais  incluem feitos notáveis como; eliminar pragas, curar doentes; acalmar tempestades, além de conferir-lhe o dom da bicorporiedade, ou seja, pregar de forma simultânea em dois lugares ao mesmo tempo. Todos esses prodígios segundo seus discípulos era  conseguido através da mais pura meditação, a qual lhe conferia poderes psíquicos especiais, perante aos homens. Buda não negou a existência dos deuses, mas acreditava que a existência deles era transitória, assim como a existência humana. Muito embora os deuses,  vivessem mais do que os homens, eles por sua vez, estavam também atrelados ao ciclo de renascimento, pois ainda não tinham alcançado a  “outra margem”, e portanto não poderiam redimir o homem de tal ciclo. Sua doutrina percorreu todo o mundo antigo, cerca de 250 anos após o seu desenlace, foram encontrados escritos de abnegados missionários budistas que estiveram na Síria, no Egito e na Grécia. O próprio rei de Alexandria, Ptolomeu Filadélfio, filho do general  Alexandre o Grande, fundador da cidade de Alexandria, recebeu diversos monges budistas em seu reinado. Existem comprovações escritas em Kandahar, no Afeganistão de preceitos budistas escritos em grego e aramaico, sendo esta última, língua pátria de Jesus e da maioria dos apóstolos. Esse relacionamento cultural perdurou por muitos anos, incrementados pela antiga rota da seda, gerando um abrangente intercâmbio cultural e espiritual entre as nações da Índia, Egito, como alguns lugares do oriente, e isso tudo a centenas de anos antes do destemido mercador veneziano Marco Polo reencontrá-la no séc. XIII. No século I, no tempo de Jesus já havia um grande intercâmbio, em Alexandria tanto o filósofo Filón, a que João Evangelista adotou o conceito de logos como verbo criador, quanto o historiador judeu Flávio Josefo, registravam idéias indianas sobre a imortalidade da alma. Acreditamos que a expressão de Jesus descrita em Mateus (cap. 8 v.11) : ”Mas eu vos digo muitos virão do oriente”, é uma alusão direta aos seguidores da doutrina budista. Hipólito um teólogo cristão do século III, faz uma descrição detalhada dos hábitos e crenças dos iogues e brâmanes hindus. Clemente de Alexandria narra que os brâmanes acreditavam na reencarnação e cita o historiador romano  do século I, antes de Cristo, Polistor, como sua fonte mencionando também  em seus escritos, que os indianos “seguiam os preceitos de Buda”. Por volta do ano 25 antes de Cristo, foi escrito os textos do Tipitaka, ou cânon de Páli, Tipitaka, significa três cestos, título que remete a três divisões da escritura budista – Vinaya, trata da disciplina monástica; Sutta que são os ensinamentos de Buda, registrados pelo seu discípulo Ananda, abordando diálogos, ilustrações e parábolas sobre temas morais e espirituais; Abhidhamma, traz uma análise sistemática das idéias budistas e noções de experiência, enfocando a parte do controle mental, incluindo técnicas de meditação.  Com o passar dos tempos e dos séculos o Budismo dividiu-se em Budismo Mahayanna, denominado o “Grande Veículo” e o Budismo Hinayana ou Theravada, “Pequeno Veículo”. O Mahayanma, hoje predomina na China, no Japão e no Tibet, é mais aberto a diferentes idéias e abordagens. Os budistas partidários dessa facção, acreditam que as pessoas que atingem a iluminação,mesmo após a morte do corpo físico, permanecem no mundo como bodhisattvas(Espíritos), e movidos pela compaixão procuram auxiliar as outras pessoas que tenham o mesmo objetivo. Mahayana, considera Buda como o Salvador, isso implica  nesse conceito, que  os monges budistas são os únicos que podem ser salvos. Os leigos por sua vez, podem alcançar a salvação pela graça de Buda. A partir desses dois grandes pilares muitas sub-seitas se originaram, apresentando inúmeras alterações ao longo dos tempos que tinham por finalidade adaptar os novos preceitos do Budismo aos costumes já existentes dos povos e nações que  recebiam os ensinamentos, através dos seus novos adeptos. O Hynayana ou Theravada, é praticado em países do sul da Ásia, como Sri Lanka, Myanma, Camboja, Laos e Tailândia. Segundo os discípulos ou adeptos, esse ainda é o que mais se aproxima dos preceitos originais de Buda. A moral búdica portanto sobre inúmeros aspectos se encontra, em perfeita consonância com a doutrina ensinada por Jesus, quando asseverava que se conhecêssemos a verdade ela nos libertaria, Buda a 2.500 anos atrás já nos ensinava que todo o sofrimento emana da ignorância. No Theravada, Buda é visto como mestre e guia de todos os seres Humanos.




A FILOSOFIA BUDISTA


 O Budismo como toda doutrina se fundamenta em alguns pontos básicos como o princípio da Temporalidade, onde tudo o que existe no universo, está se modificando incessantemente, logo a nossa capacidade de percepção, muda de acordo com os tempos e o grau de desenvolvimento intelectual, filosófico e moral da humanidade. O que parece ser a verdade suprema numa época, pode ser a maior ignorância em outra. A única constante universal é a mudança. O Desapego é o ingrediente necessário para uma vida sem sofrimento, num mundo aonde tudo passa e se dissolve pela própria natureza das coisas, o desapego surge como o meio de aceitar e entender essa mesma transitoriedade. A única função da vida segundo Buda, seria a luta pela vitória sobre o sofrimento e empenhar-se em superá-lo deve ser a constante preocupação do homem na Terra. A Insatisfação surge como geradora do sofrimento, sendo o que leva essa mesma insatisfação é a não realização desses mesmos desejos, sendo assim, controlando-se os desejos controlamos o sofrimento. Esse último, por sua vez, traz atrelado consigo o medo, que gera a insatisfação, e que nasce do sentimento de posse e de apego. Para o Budismo todas essas sensações são  originárias do não entendimento das questões transitórias e do total desconhecimento do processo de mutabilidade a que nós seres humanos estamos inseridos. 



Para nos libertarmos desses processos atávicos, devemos encontrar o nosso próprio caminho, que Buda denominou de “caminho do meio”, que é individual, e constitui-se basicamente no equilíbrio das ações, que estão naturalmente ligadas as leis de ação e reação, causa e efeito.  A doutrina pregada por Buda está basicamente resumida no que ele próprio denominou de “Quatro Verdades e Oito Caminhos para a Libertação”. As Quatros Verdades que são:

-          1) A dor é universal e inerente a todos os seres;
-          2) O desejo é a causa da dor e do sofrimento;
-          3) A dor e o sofrimento cessam sufocando-se os desejos e a ignorância;
-          4) Encontrar o nosso próprio “Caminho do Meio”.

O Caminho do Meio, esta subdividido por sua vez em oito nobres caminhos que se praticados corretamente eliminarão o Karma; eliminando-se o Karma; extinguirá a concepção; extinguindo a concepção desaparecerá a forma; desaparecendo a forma, não existirão domínios; não existindo domínios; cessarão os contatos; cessando-se os contatos não haverá mais desejos; não havendo mais desejos; não existirá apego a existência e dessa forma não há mais razão para o nascimento; e não havendo razão para o nascimento, não haverá mais sofrimento, velhice, doença e morte:

-     1) A compreensão perfeita;
-          2) A conduta correta;
-          3) A palavra perfeita;
-          4) A ocupação perfeita;
-          5) O esforço perfeito;
-          6) O pensamento perfeito;
-          7) A contemplação perfeita;
-          8) A concentração perfeita.


Os cinco principais preceitos de conduta budista;

-          1) não magoar os seres vivos;
-          2) tornar-se vegetarianos e pacifistas;
-          3) não tomar o que não foi dado;
-          4) evitar má conduta sexual;
-          5) evitar drogas e álcool, que obscurecem a mente.


As três faltas cardeais ou os três venenos da humanidade, segundo o Budismo são;

-          1) O desejo;
-          2) O ódio;
-          3) A ignorância.

Dominado-se todos esses aspectos, através da disciplina, o indivíduo alcança a própria iluminação, e  atinge o Nirvana, que é justamente a instância psicológica que torna a pessoa indiferente à dor, ao sofrimento. Seria o Céu dos cristãos em sua expressão mais profunda. Emmanuel em “A Caminho da Luz” expõe de maneira clara e objetiva o que é o Nirvana. Diz ele:

O Nirvana examinado nas suas expressões mais profundas, deve ser considerado como a união permanente da alma com Deus, finalidade de todos os caminhos evolutivos; nunca porém, como sinônimo de imperturbável quietude ou beatífica realização do não ser. A vida é harmonia dos movimentos, resultado das trocas incessantes no seio da natureza visível e invisível. Sua manutenção depende da atividade de todos os mundos e de todos os seres. Cada individualidade, na prova, como na redenção como na glória divina, tem sua função definida de trabalho e elevação dos seus próprios valores.” E finaliza a questão para nosso entendimento dizendo: “A falsa interpretação do Nirvana disturbou as elevadas possibilidades criadoras do espírito chinês, cristalizou as concepções e paralisou-lhe a marcha para as grandes conquistas.”

O Budismo, é por muitos, designado “barco de travessia”, pois simbolicamente ele nos leva de uma margem para outra do nosso estado psicológico. A busca, através  do auto conhecimento é a base para o progresso espiritual do indivíduo. O Budismo, não procura a dor e nem faz apologia da mesma, aceitando-a , resignado, se não pode vence-la. Foge dos prazeres do mundo, porque esses são efêmeros, passageiros, transitórios, ilusórios e prejudiciais a evolução do espírito encarnado. A reencarnação é para os budistas um acontecimento natural  da  “roda das existências” terrenas. Vemos portanto que muitos dos preceitos budistas apesar de bem antigos de uma forma geral estão de acordo com a doutrina ensinada por Jesus e pelos Espíritos, codificada por Allan Kardec, em 1857. Monstrando-nos que as verdades eternas são naturalmente atemporais e cósmicas.

 



OS ENSINAMENTOS DE BUDA E DE JESUS


Buda

“Eu sei que um reino me é destinado; mas, eu não reclamo reino deste mundo”

Jesus

“Meu reino não é deste mundo”


Buda

“Escondei vossas boas ações e confessai publicamente vossas faltas”

Jesus

“Tirai a trave do teu olho, para que possais ver o argueiro no olho do vizinho”


Buda

“Não deveis manifestar o poder psíquico, nem operar milagres, mormente ante leigos. Quem o fizer será culpado”

Jesus

“Em verdade vos digo, que não será dado algum sinal a esta geração”


Buda

“O que não quiseres que vos façam não o faças a outrem”

Jesus

“Fazei aos outros aquilo que queres que te façam”


Buda

“Um homem perguntou a Buda: “Que é preciso fazer para obter a possessão de Bodhi(o conhecimento da vida eterna)? Guardar os mandamentos que são: não matarás, não furtarás, não cometerás adultério, não mentirás”

Jesus

“Um homem perguntou a Jesus: “Bom Mestre, que é preciso fazer para entrar na vida eterna? Guarde os mandamentos que são: não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não caluniarás"

Buda

“Ao pai da família, nenhum discurso religioso é revelado; só é revelado aos eremitas”

Jesus

“A vós é dado os mistérios do reino de Deus; mas aos que estão de fora todas essas coisas se dizem em parábolas”

Buda

“Enganaram-me, perseguiram-me, denunciaram-me, derrubaram-me.  Quem se justifica assim agindo, não acalma a própria cólera, nem neste mundo será acalmada a ira com a ira; com a doçura se acalma tudo. Esta é a doutrina: a cólera se vence com a doçura, o mal com bondade, a vileza com dádiva, o mentiroso com Verdade.”

Jesus

“Ame os vossos inimigos, fazei o bem a quem vos odeia, abençoa que vos amaldiçoa, rogai por quem vos despreza”

Buda

“Aquele que anda na solidão por quatro meses ao ano e pratica a meditação com piedade, verá a Deus, com ele conversará e consultará”

Jesus

“Bem aventurados os limpos de coração porque eles verão a Deus”


Buda

“Praticar a justiça, é o tesouro que ninguém pode dividi, nem roubar e que não passa”

Jesus

“Não acumular ouro na terra, que o ladrão rouba; acumular tesouros nos no céu.”

Buda

“Andas bem penteado, vestes boa pele de cabra, o exterior é limpo, mas o interior é rapacidade”

Jesus

“O exterior é caiado, mais o interior é podridão”


Buda

“Foi para o deserto. Vigiou durante a primeira hora , depois durante a hora média e de novo durante a última hora.”

Jesus

“se retirou para o deserto”

Buda

“Quem pratica o êxtase é para ouvir o som divino, isto é, para obter o Nirvana”

Jesus

“Ele teve fome, desejou comer, mas caiu em êxtase.”

Buda

“Rigorosa conduta e rigorosa fé; sem uma delas a outra nada vale.”

Jesus

“A fé separada da obra, é letra morta.”

Buda

“Quem assistir a um enfermo assiste a mim”

Jesus

“Quem bem fizer a um doente a mim o faz”


Buda

“O milagre de Tahagato consiste em fazer sair fogo da parte superior do corpo e água da parte inferior e vice-versa”.

Jesus

“Quem crer em mim fará sair fogo da água viva”


Buda

“Se tiveres fé, como um grão de mostarda, direis a esse monte. Passa daqui para acolá”

Jesus

“Com fé se move o Himalaia”


Buda

“Depressa o Senhor entrará no Nirvana. Depressa a luz do mundo se extinguirá”

Jesus

“Eu sou a luz do mundo”


Buda

“Conheço tanto a Deus, como seu reino; quanto a via que para lá conduz, eu a conheço por ter entrado no reino do céu”

Jesus

“Não que alguém visse o Pai, senão aquele que é do Pai. Eu conheço-o porque dele sou e ele me enviou”

Buda

“Aquele que vê a doutrina, me vê”

Jesus

“Quem me vê, vê meu Pai”


Buda

“Quem crê em mim está certo da salvação final”

Jesus

“Quem vive e crê em mim, não morrerá”


Buda
“Quando eu pus sobre a pessoa de Buda, as vestes de pano e ouro, toda a sua pele foi iluminada e era incomparável, e Santo Anando disse: “A ele ouvi”

Jesus

“suas vestes tornaram-se resplandecentes, muito brancos, como a neve. E ouviu-se uma voz que dizia: Este é meu filho amado ouvi-o” 

 

Buda

“Sete céus passarão uns após os outros numa imensidade de tempo incomensurável e minha doutrina existirá”

Jesus

“O céu e a terra passarão, mas minha palavra não passará”

            Sidartha Gautama, o Buda, pronunciou um sermão sobre o cume de Gaiasirsa, muito similar ao de Jesus, conhecido no mundo ocidental como oSermão da MontanhaouBem-Aventuranças”.

“Bem-aventurados aqueles que sabem e cuja sabedoria está isenta de enganos e de superstições.”

“Bem-aventurados aqueles que transmitem o que sabem de forma amável, sincera e verdadeira.”

“Bem-aventurados aqueles cuja doutrina é pacífica, honesta e pura.”

“Bem-aventurados aqueles que ganham a vida sem prejudicar ou pôr em perigo a vida de qualquer ser vivo.”

“Bem-aventurados os pacíficos, que se despem de má vontade, orgulho e jactância, e em seu lugar situam o amor, a piedade e a compaixão.”

“Bem-aventurados aqueles que dirigem seus melhores esforços no sentido da auto-educação e da auto-disciplina.”

“Bem-aventurados sem limites aqueles, por estes meios, se encontram livres das limitações do egoísmo.”

“Bem-aventurados aqueles que desfrutam o prazer na contemplação do que é profundo e realmente verdadeiro nesse mundo e na nossa vida nele.”

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